Geral
Negociações com a Rússia aprofundam divisões entre líderes da União Europeia
Bloco europeu discute quando e como abrir diálogo com Moscou, enquanto França e Alemanha defendem cautela
A possibilidade de abrir negociações com a Rússia expôs divergências entre líderes da União Europeia (UE), que se dividiram sobre a melhor forma e o momento adequado para iniciar um diálogo com Moscou, segundo a mídia europeia.
De acordo com as publicações, os contatos entre a UE e a Rússia nas últimas semanas foram limitados e não trataram de temas centrais. Ainda assim, as conversas evidenciaram que o bloco possui interesses que “precisam ser protegidos”.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou anteriormente que vem discutindo com os líderes europeus a preparação para futuras negociações com Moscou, caso as condições sejam consideradas adequadas.
O tema foi debatido durante a cúpula da União Europeia realizada em Bruxelas. Segundo a mídia, a conversa ocorreu em uma reunião reservada, sem a presença de assessores e sem o uso de telefones celulares.
Em posição contrária à abertura imediata de contatos, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, defenderam que ainda não é o momento de iniciar um diálogo com o Kremlin. Para ambos, quando as tratativas ocorrerem, a iniciativa deverá ser conduzida pela chamada “eurotroika”, formada por França, Alemanha e Reino Unido.
Por outro lado, uma “grande quantidade” de líderes europeus teria apoiado a posição de António Costa, segundo uma das fontes ouvidas pela mídia europeia.
Anteriormente, veículos europeus informaram que autoridades da região também demonstraram preocupação com uma possível viagem a Moscou do enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro de Donald Trump.
Segundo esses funcionários, a visita poderia sinalizar uma tentativa de Washington de negociar diretamente com a Rússia sobre a Ucrânia, deixando a Europa à margem das conversações.
O presidente russo, Vladimir Putin, já afirmou que Moscou está aberta a negociações com os países europeus, mas ressaltou que a Rússia “não tem pressa” para dar início a esse processo.
Por Sputnik Brasil
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