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Ouro fecha em forte queda com avanço do dólar após tom duro do Fed
Metal precioso recuou 3,19% na Comex, pressionado pela sinalização mais restritiva do Federal Reserve e pela valorização da moeda americana.
O ouro encerrou a sessão desta quinta-feira, 18, em forte queda, acompanhada pela prata. Os metais preciosos foram pressionados pelas sinalizações do Federal Reserve (Fed), que fortaleceram o dólar, enquanto o mercado ainda está disponível a confirmação da assinatura do acordo entre os Estados Unidos e o Irã.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para agosto fechou em baixa de 3,19% , cotado a US$ 4.245,9 por onça-troy . Já a prata para julho recuou 6,3% , a US$ 66.319 por onça-troy .
Segundo a TD Securities, uma postura mais “hawkish” do Fed na primeira reunião de Kevin Warsh como presidente, somada ao ajuste das expectativas do mercado para altos nos juros, pressionou os metais preciosos. O banco destacou ainda que o cenário macroeconômico tem ofuscado “qualquer rompimento” decorrente da assinatura do memorando de acordo oficial entre EUA e Irã, confirmado na noite de quarta-feira (17) pelo presidente americano, Donald Trump.
A sinalização de compromisso do Fed com a estabilização dos preços também impulsionou o dólar, tornando o ouro mais caro para compradores internacionais. Para o ING, a comunicação da autoridade monetária reduz o interesse na tese do “debasement trade” , que no ano passado deu suporte ao ouro, ao bitcoin e às moedas como o franco suíço, diante da expectativa de que o Fed pudesse adotar uma postura mais branda em relação à inflação. “Isso parece muito menos provável após a reunião”, avaliou o banco.
Na mesma linha, o Saxo Bank afirmou que as respostas contrastantes evidenciam a dificuldade do mercado em equilibrar “os ventos contrários macroeconômicos de curto prazo com o suporte estrutural de longo prazo para o ouro”.
Apesar disso, diante da forte queda dos preços do petróleo, ainda não é possível afirmar se as projeções de inflação do Fed para 2026 se mostrarão elevadas demais, o que poderia exigir revisões para baixo nos próximos meses, segundo a instituição.
*Com informações da Dow Jones Newswires
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