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Veículo com medicamentos radioativos se envolve em acidente no Rio de Janeiro

Autoridade Nacional de Segurança Nuclear informou que os frascos não foram violados e que não há registro de impacto radiológico

Estadao Conteudo 18/06/2026
Veículo com medicamentos radioativos se envolve em acidente no Rio de Janeiro
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um veículo que transportava medicamentos radioativos se envolveu em um acidente na manhã desta quinta-feira, 18, em Xerém, no Rio de Janeiro. Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), os frascos dos radiofármacos não foram violados e permanecem íntegros, sem comprometimento do conteúdo.

A ocorrência foi registrada por volta das 6h e envolveu um veículo da Transportadora Nucleorad, empresa autorizada a operar e transportar material radioativo.

De acordo com a ANSN, o veículo levou dois volumes contendo FDG-18F, com atividades de 30,3 GBq e 27,5 GBq, provenientes da unidade da R2PHARMA. A carga tinha como destino Belo Horizonte, em Minas Gerais.

As causas do acidente ainda não foram anunciadas. A autoridade informou que uma transportadora acionou seu plano de contingência e enviou outro veículo, devidamente autorizado, para realizar o transporte de carga e a retirada segura do material do local, com acompanhamento dos órgãos competentes.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha a ocorrência. “Até o momento, não há registro de qualquer impacto radiológico à população, aos trabalhadores envolvidos ou ao meio ambiente decorrente do acidente” , informou a ANSN.

Segundo caso registrado este ano

Na semana passada, a ANSN confirmou a investigação de uma possível contaminação e vazamento de material radioativo que teria ocorrido em 29 de maio no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), localizado na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

O incidente envolveu dois trabalhadores, que foram submetidos a exames in vivo, por meio do Contador de Corpo Inteiro. As contagens de radioatividade bloqueadas foram baixas e indicaram que não houve contaminação interna.

Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a contaminação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia do instituto.