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Nova fase da Compliance Zero mira Jaques Wagner por suspeita de vantagens ligadas ao Banco Master
PF apura se o senador atuou em favor de interesses do Banco Master no Congresso em troca de supostos benefícios indevidos
A Polícia Federal apura se o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, atuou em favor de interesses do Banco Master em troca de supostos benefícios, como repasses milionários, imóveis e uso de aeronaves.
A Polícia Federal (PF) deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que tem entre seus alvos o senador Jaques Wagner. A investigação visa a participação de agentes públicos em possíveis irregularidades envolvendo instituições financeiras, em um esquema que inclui fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e interferência da Justiça.
Segunda reportagem de um jornal de grande circulação nacional, além de Wagner, também é investigada o banqueiro Augusto Ferreira Lima, aliado de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central do Brasil em fevereiro.
De acordo com as apurações, o foco desta etapa é a relação entre Wagner e Augusto Lima. O investigador analisa se o senador atuou em favor de projetos de interesse do Banco Master no Congresso, como a chamada “Emenda Master” e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado.
Em contrapartida, a PF suspeita que o parlamentar possa ter recebido benefícios indevidos, incluindo um apartamento, repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de empresa ligada a familiares, além do uso de aeronaves e ingressos para shows. As suspeitas surgiram após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima.
Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que também determinou medidas cautelares, como a proibição de contato entre investigados e a suspensão de passaportes.
Ainda segundo a reportagem, os fatos investigados podem configurar corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A operação, iniciada em 2025, começou após acusações de que o Banco Master emitia títulos sem garantias adequadas, prometendo rentabilidade acima do mercado.
Daniel Vorcaro foi preso na primeira fase da operação. À época, o prejuízo potencial estimado chegou a R$ 12 bilhões. Com o avanço das fases, a investigação passou a abranger suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, espionagem, intimidação e uso indevido de informações sigilosas.
Também entrou no radar dos investigadores o porte bilionário do Banco de Brasília no Master e possíveis repasses a agentes políticos.
A operação já alcançou outros nomes de peso, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por supostos pagamentos ligados ao banco, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), no âmbito da apuração sobre investimentos do Rioprevidência em fundos associados ao Master.
Por Sputnik Brasil
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