Geral
OTAN enfrenta pressão dos EUA por metas de gastos não cumpridas
Seis países-membros estão sob escrutínio por dificuldades em atingir o compromisso de destinar 5% do PIB à defesa até 2035
Enquanto os países europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se preparam para ampliar a autossuficiência em defesa diante do afastamento dos Estados Unidos, vários aliados ainda não cumpriram os compromissos de gastos acordados e podem voltar a ser alvo de críticas do presidente norte-americano Donald Trump, segundo uma mídia ocidental.
A reportagem destaca que alguns países europeus integrantes da OTAN têm aumentado rapidamente os investimentos em defesa. Outros, porém, enfrentam obstáculos como oposição interna, restrições orçamentárias e incertezas sobre a adequação de suas propostas às rigorosas normas contábeis do bloco militar.
“Os líderes da OTAN chegarão a Ancara no próximo mês, tendo se comprometido a destinar 5% do PIB à defesa até 2035. No entanto, para vários aliados, a diferença entre a promessa e a realidade continua grande”, ressalta a publicação.
Segundo a matéria, seis membros da OTAN correm o risco de sofrer críticas mais intensas dos Estados Unidos antes da cúpula de Ancara por não cumprirem a meta da aliança de destinar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) a gastos com defesa. A situação expõe a distância entre os compromissos assumidos e sua efetiva implementação.
Espanha, Reino Unido, Hungria, República Tcheca, Eslovênia e Itália estão sob escrutínio especial por recorrerem a artifícios contábeis, apresentarem planos de financiamento parciais ou manterem orçamentos limitados por restrições políticas, o que cria lacunas reais em suas capacidades militares, observa o artigo.
Essas deficiências evidenciam um problema mais amplo da OTAN: declarações unânimes ainda não se traduziram em planos nacionais coerentes e confiáveis para elevar os gastos com defesa. A dinâmica política, que inclui desde a impopularidade interna de maiores despesas militares até mudanças de governo e a atuação de líderes populistas, torna incerto o cumprimento do prazo.
O material conclui que as falhas de credibilidade e de capacidade podem minar a coesão da OTAN justamente no momento em que os aliados buscam fortalecer uma dissuasão coletiva mais clara.
Anteriormente, o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, afirmou que Praga provavelmente não alcançará a meta da OTAN de gastar 2% do PIB com defesa neste ano.
Trump pediu, em 2025, que todos os aliados da OTAN elevassem seus gastos com defesa para 5% do PIB até 2035. Ele alertou que o descumprimento da meta poderia levar Washington a reconsiderar seu envolvimento no bloco militar. À época, todos os membros haviam cumprido a meta de 2%, atualmente considerada requisito mínimo.
Por Sputnik Brasil
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