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Professor diz que Ocidente não explica de forma concreta como a Rússia o ameaça

John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, afirma que líderes ocidentais não deixam claro que tipo de guerra discutem nem qual seria a estratégia diante de Moscou

Sputnik Brasil 18/06/2026
Professor diz que Ocidente não explica de forma concreta como a Rússia o ameaça
John Mearsheimer comenta a percepção ocidental sobre uma possível ameaça russa. - Foto: © AP Photo / Pascal Bastien

Políticos ocidentais não conseguem explicar de que guerra com a Rússia estão falando nem de que forma, exatamente, Moscou representaria uma ameaça, afirmou o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer, em comentário publicado no YouTube.

Mearsheimer destacou que uma eventual guerra mundial envolvendo Rússia e Estados Unidos, ou Rússia e Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), teria de ser limitada. Segundo ele, um conflito desse tipo não poderia se assemelhar à Primeira ou à Segunda Guerra Mundial.

“Eu simplesmente não entendo o que os líderes europeus estão dizendo quando discutem uma guerra contra a Rússia. Como seria uma guerra dessas, afinal? Por que vocês querem entrar em guerra? E como pretendem vencê-la?”, questionou.

Nesse contexto, o professor afirmou que as elites políticas ocidentais que insistem na tese da “ameaça russa” não conseguem explicar, de maneira objetiva, em que ela consistiria.

Para Mearsheimer, a falta de clareza também compromete a formulação de uma estratégia pelo Ocidente, já que, segundo ele, não há consenso sobre qual ameaça concreta a Rússia poderia representar.

Nos últimos anos, a Rússia tem apontado o que considera uma atividade sem precedentes da OTAN em suas fronteiras ocidentais. A Aliança, por sua vez, tem ampliado suas iniciativas e afirma que as medidas fazem parte de uma política de “contenção da agressão”.

Moscou já manifestou, em várias ocasiões, preocupação com o aumento da presença militar do bloco na Europa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, desde que em pé de igualdade, e defende que o Ocidente abandone a política de militarização do continente.

Por Sputnik Brasil