Geral
Durigan e ministros do STF discutem pautas-bomba do Congresso
Fazenda busca respaldo da Corte para exigir estudos de impacto fiscal em propostas aprovadas pelo Legislativo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se nesta quarta-feira (17) com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar da aprovação, pelo Congresso Nacional, de matérias com alto impacto fiscal, conhecidas como pautas-bomba.
Durigan esteve com o presidente da Corte, Edson Fachin, e com o ministro Gilmar Mendes.
Durante as reuniões, Durigan manifestou preocupação com o avanço dessas propostas e foi informado de que o STF estuda a aprovação de uma súmula para padronizar o entendimento sobre a necessidade de apresentação de estudos de impacto fiscal para que medidas desse tipo sejam consideradas constitucionais pelo tribunal.
Segundo Durigan, os ministros sinalizaram que a súmula deverá estabelecer condições mínimas para a aprovação de matérias com grande impacto nas contas públicas.
“Fui informado por eles que há uma proposta de súmula debatida pelo Supremo e eu disse que, do ponto de vista da Fazenda, seria muito importante que o Supremo avançasse neste tema para que a gente tivesse esse respaldo”, afirmou.
O ministro da Fazenda também ressaltou que a Corte já derrubou a desoneração da folha de pagamento aprovada pelo Congresso sem a devida compensação financeira. Posteriormente, um acordo entre o governo federal e os parlamentares permitiu a retomada gradual da cobrança dos impostos.
“Essas condições básicas de possibilidade fiscal. É isso que tenho dividido com o Supremo, essa preocupação que eu tenho, que não é necessariamente para mim. Várias dessas medidas não afetam esse ano, mas podem comprometer o futuro do país e o futuro da estabilidade fiscal”, completou.
Na semana passada, o Senado aprovou uma medida considerada pauta-bomba, com potencial de grande impacto nas contas do governo federal. Em entrevista anterior, Durigan afirmou que o compromisso é não deixar que pauta-bomba prejudique o país.
Os senadores autorizaram a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e geopolíticos, como a guerra no Irã.
O impacto da aprovação pode chegar a R$ 140 bilhões em dez anos.
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