Geral
Durigan diz que governo vai monitorar combustíveis, mas vê tendência de fim dos subsídios
Secretário-executivo da Fazenda afirma que eventual queda do petróleo pode aliviar a inflação e reduzir a necessidade dos benefícios
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 17, que os subsídios concedidos pelo governo para baratear os combustíveis tendem a ser encerrados caso a redução das tensões envolvendo o Irã provoque queda nos preços do petróleo e, consequentemente, alivie as pressões sobre a inflação.
Em conversa com jornalistas após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, realizada entre 10h e 13h, Durigan evitou indicar se haverá um gatilho específico para o fim dos benefícios. “Vamos monitorar, mas a tendência é acabar os subsídios”, declarou.
Segundo ele, a inflação segue como uma preocupação global e continua influenciando a política monetária de diversos países. No entanto, Durigan avalia que o anúncio de um cessar-fogo envolvendo o Irã pode contribuir para a queda do preço do petróleo.
“Espero que agora, com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado, a gente siga com a diminuição do preço do petróleo, fazendo com que a inflação diminua com a redução do preço dos combustíveis”, afirmou.
No Brasil, a expectativa do governo é que uma eventual reversão da alta do petróleo também ajude a reduzir os preços dos combustíveis e diminua a pressão inflacionária.
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