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Lula cita Pix como referência do Brasil em tecnologia durante almoço do G7
Em discurso sobre inteligência artificial, presidente defendeu regulação digital, criticou concentração tecnológica e alertou para risco de ampliação das desigualdades.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , citou, durante o almoço do G7, sobre inteligência artificial, o Pix como exemplo de tecnologia capaz de promover inclusão financeira e eficiência digital. A declaração ocorre em meio ao uso da ferramenta, criada pelo Banco Central do Brasil, pelos Estados Unidos como uma das justificativas para tarifas contra produtos brasileiros.
Lula não exerceu nominalmente o Pix, mas fez referência ao mecanismo em seu discurso no evento do G7, realizado na França.
O presidente afirmou que o sistema é “uma de nossas maiores entregas para o cidadão brasileiro, um sistema de pagamento público e gratuito que serve como referência de como dados integrados podem promover a inclusão financeira e a eficiência digital”.
O discurso de Lula no almoço não foi transmitido ao vivo. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência divulgou o conteúdo da fala algumas horas depois do evento.
Durante a intervenção, o presidente elogiou os avanços tecnológicos proporcionados pela inteligência artificial, mas ressaltou a necessidade de responsabilidade no setor. Segundo Lula, “o engajamento das grandes empresas de tecnologia é indispensável para que o futuro digital seja construído e vívido de forma segura, ética e alinhada ao interesse público”. Para ele, “regular o ambiente digital é central para proteger os direitos fundamentais”.
O petista também criticou as big techs ao afirmar que essas empresas “possuem valor equivalente às grandes economias”, enquanto “2,6 bilhões de pessoas ainda permanecem desconectadas da internet”. Lula alertou ainda que, “sem ação deliberada, a inteligência artificial pode ampliar — e não reduzir — desigualdades”.
O presidente disse que, “entre 2016 e 2021, um único país foi responsável por quase 90% das exportações globais de serviços de computação em nuvem”. Embora não tenha sido citado o país, a referência é aos Estados Unidos.
“Enquanto isso, muitos países do Sul Global continuam investindo na economia digital como fontes de dados, mercados consumidores e fornecedores de insumos estratégicos”, completou Lula.
O presidente também defendeu o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) nas discussões globais sobre tecnologia. Segundo ele, “nenhum foro substituir a universalidade das Nações Unidas”.
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