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Durigan diz que governo buscará solução para apoiar o agronegócio

Secretário-executivo da Fazenda afirmou que eventual renegociação deve focar produtores inadimplentes, sem beneficiar quem não precisa

Estadao Conteudo 17/06/2026
Durigan diz que governo buscará solução para apoiar o agronegócio
Dario Durigan - Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal buscará uma solução, em parceria com o Congresso Nacional, para apoiar o agronegócio brasileiro. Segundo ele, a preocupação da equipe econômica é calibrar a medida para evitar que a ajuda alcance setores ou produtores que não necessitam de socorro.

A declaração foi feita durante participação em sessão conjunta das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

“Nós temos vários pontos em comum, e eu vou dizer: o governo vai achar uma solução, junto com o Congresso, para estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro. Qual é a minha preocupação? É errar na dose da ajuda”, afirmou Durigan.

O secretário-executivo disse ainda que está disposto a discutir uma renegociação, desde que o desenho da medida não obrigue o governo a beneficiar quem não precisa de apoio.

Segundo Durigan, é necessário enfrentar o aumento da inadimplência no setor, mas de forma construtiva, para que a renegociação de dívidas não prejudique o desempenho do agronegócio.

“Aumentou a inadimplência do agro, portanto precisamos olhar para renegociar a dívida e estender a mão para quem está inadimplente. Mas 95% do agronegócio brasileiro está bem — 96%, 94%, se for um pouco mais ou um pouco menos. Então, o importante é olhar para a inadimplência do agro brasileiro, que representa esses 6%”, completou.

Bets

Durigan também afirmou que o governo defende a responsabilidade fiscal, e não necessariamente a ideia de Estado mínimo. Ele voltou a prometer endurecimento das regras contra as plataformas de apostas, as chamadas bets, com “tolerância zero”, em uma comparação com a política adotada em relação ao cigarro.

MEI

O secretário-executivo disse ainda que o governo deve apoiar, em parceria com o Congresso, o aumento do limite de contratação de funcionários por microempreendedores individuais (MEI). A proposta é permitir que esses empreendedores possam contratar mais um trabalhador.