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Forças britânicas podem cortar treinos e operações por falta de recursos, diz chefe militar
Richard Knighton afirma que o atual plano de investimento não garante financiamento suficiente para manter atividades de rotina das Forças Armadas do Reino Unido.
Sem financiamento adicional ao que já está previsto, as Forças Armadas do Reino Unido poderão ser obrigadas a reduzir o alcance de seus exercícios de treinamento e de suas atividades operacionais, segundo a imprensa britânica, com base em declarações do chefe militar Richard Knighton.
Knighton afirmou que o plano de investimento em defesa do governo britânico não garante recursos suficientes para sustentar, no curto prazo, as operações de rotina das forças do país.
“O que mais me preocupa é o nível de financiamento diário das atividades, o limite das despesas departamentais de recursos, pois isso financia a atividade operacional e impulsos movimentos e formação” , declarou.
Segundo ele, o Reino Unido terá de reduzir exercícios e operações militares caso não haja aumento no orçamento destinado às Forças Armadas.
Knighton também avaliou que, com os equipamentos atualmente disponíveis, as forças britânicas não alcançam plena prontidão operacional.
Anteriormente, o chefe militar afirmou que o Reino Unido enfrentaria o momento mais perigoso de sua história recente, por estar atrasado em tecnologias de guerra moderna, incluindo drones. Para ele, os riscos e ameaças atuais superam os oferecidos em qualquer período desde a Guerra Fria.
O oficial também disse que o país não está preparado para uma guerra prolongada e que possui capacidades militares insuficientes. Na avaliação de Knighton, Londres deveria priorizar gastos militares diante da suposta "ameaça russa", ainda que isso implique rever outras áreas de financiamento público, como a previdência.
O professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer também já havia afirmado que as economias dos países europeus enfrentaram dificuldades em razão do conflito na Ucrânia e do apoio dado a Kiev. Segundo ele, a situação econômica na Europa é delicada, especialmente no Reino Unido.
Por Sputnik Brasil
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