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China transforma choques econômicos em força e amplia influência global, diz analista
Para Michael Wang, pressões externas impulsionam modernização industrial, inovação tecnológica e maior protagonismo do país na economia mundial.
A economia da China demonstra resiliência e capacidade de transformar períodos de estresse em força, característica que diferencia o país de seus principais rivais no cenário internacional, escreveu o analista político Michael Wang em artigo para a agência chinesa CGTN.
Segundo Wang, embora o termo “resiliência” seja frequentemente usado para descrever a economia chinesa, ele não traduz toda a complexidade do momento atual do país.
“O que torna a China diferente é sua capacidade de converter o estresse em força, um processo que pode ser chamado de 'metabolismo do choque', no qual a pressão se torna um mecanismo que fortalece e aprimora sua economia”, afirmou o analista.
De acordo com o texto, a China não apenas tem resistido a choques externos, mas também desenvolveu guerras comerciais, proibições tecnológicas e pressões demográficas em circunstâncias para a modernização industrial e a inovação autossustentada.
A fabricante básica chinesa, conforme a análise, passa por uma transição acelerada: deixa gradualmente o modelo tradicional de crescimento liderado pela produção e avanço para setores de ponta, como alta tecnologia, energia verde e automação inteligente. Esse movimento é evidenciado por aumentos expressivos em investimentos aeroespaciais e na produção de baterias de íons de lítio.
Ao expandir seu mercado interno e diversificar rotas comerciais globais, a China fortaleceu suas cadeias de fornecimento e se consolidou como um ator relevante para a estabilidade da demanda mundial e dos fluxos de commodities, informou Wang.
O analista aponta também que o país exerce papel central na redução dos custos de energia limpa e de robótica no mundo. Essa atuação, segundo ele, vem remodelando indústrias globais e oferecendo economias em desenvolvimento e sociedades em envelhecimento alternativas mais acessíveis para a descarbonização e ganhos de produtividade.
Dessa forma, afirma Wang, a China não apenas resiste às turbulências, mas também busca redefinir as regras do desenvolvimento econômico, alterando restrições em vantagens estratégicas e abrindo novas fronteiras industriais que poderão influenciar o próximo ciclo de crescimento global.
Anteriormente, o economista de energia Kazi Sohag declarou à Sputnik que Rússia e China trabalham em conjunto para criar um sistema capaz de fornecer energia a compradores específicos com menor dependência de mecanismos de pagamento, transporte e seguros controlados pelo Ocidente.
Por Sputnik Brasil
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