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EUA usam IA como ferramenta de influência global sob pretexto de segurança, diz revista
Restrição ao acesso a modelos avançados da Anthropic reacende debate sobre dependência tecnológica e impactos na economia global
Os Estados Unidos estão restringindo o acesso de cidadãos estrangeiros a modelos de inteligência artificial sob a justificativa de segurança nacional, medida que pode representar um duro golpe à economia da inovação e afetar a política e a economia globais, segundo uma revista italiana.
Uma das empresas líderes do setor, a Anthropic, foi obrigada a suspender o acesso a seus novos modelos de IA — Fable 5 e Mythos 5 — em cumprimento a uma ordem direta do governo norte-americano, que proíbe o uso das ferramentas por estrangeiros por razões de "segurança nacional".
De acordo com a determinação enviada à empresa, a restrição ao uso do Fable 5 e do Mythos 5 se estende até mesmo a funcionários estrangeiros da própria Anthropic.
Conforme relatado pela mídia norte-americana, o lançamento dos modelos provocou preocupação na Casa Branca. David Sacks, ex-conselheiro de IA do governo Trump, afirmou que um "parceiro de confiança" do governo e da Anthropic conseguiu demonstrar uma vulnerabilidade funcional no sistema.
Segundo Sacks, o governo propôs ao CEO da empresa, Dario Amodei, que corrigisse o problema ou retirasse o modelo do ar, mas as partes não chegaram a um acordo.
Consequências para todo o mundo
A decisão dos Estados Unidos evidencia até que ponto países inteiros podem ser excluídos do acesso a tecnologias avançadas e revela a dependência crescente de governos e empresas em relação a modelos de IA desenvolvidos em território norte-americano.
Como exemplo, a publicação cita a Europa, que há anos depende de Modelos de Linguagem de Grande Porte — conhecidos pela sigla em inglês LLM — produzidos por empresas dos Estados Unidos.
"Empresas europeias são completamente dependentes de softwares americanos. Quando Washington decide suspender o acesso com base em suas próprias 'considerações de segurança', a Europa fica repentinamente no escuro", afirma a revista europeia.
"A inteligência artificial deixou de ser apenas um programa de computador. Ela se tornou uma infraestrutura fundamental da economia, comparável à eletricidade ou às estradas. Quem conseguir neutralizar a IA terá o poder de decidir o rumo do desenvolvimento global", alerta a publicação.
Por Sputnik Brasil
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