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Vice-presidente do BoJ vê risco de inflação subjacente superar meta de 2% no Japão

Shinichi Uchida afirmou que o Banco do Japão seguirá elevando juros conforme as condições econômicas, de preços e financeiras

Estadao Conteudo 16/06/2026
Vice-presidente do BoJ vê risco de inflação subjacente superar meta de 2% no Japão
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O vice-presidente do Banco do Japão (BoJ), Shinichi Uchida, afirmou que há risco de a inflação subjacente no país acelerar para um nível acima da meta de 2% estabelecida pela autoridade monetária.

Segundo Uchida, o BoJ continuará a elevar as taxas de juros de acordo com a evolução das condições econômicas, de preços e financeiras. A declaração foi feita nesta terça-feira (16), após o anúncio do aumento da taxa básica de juros de 0,75% para 1% ao ano.

O dirigente também disse que os riscos de uma possível alta dos preços no Japão estão se materializando “até certo ponto”.

Uchida afirmou ainda que o banco central japonês acompanhará os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a economia do país, embora tenha destacado que diminuíram os riscos de uma desaceleração econômica significativa provocada pela guerra. No domingo (14), Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo de paz.

O vice-presidente do BoJ disse também que a instituição conduzirá operações flexíveis no mercado de títulos da dívida pública do Japão, os JGBs, caso ocorra uma forte alta dos rendimentos. Ele acrescentou que o ciclo positivo entre salários e preços funciona de maneira bastante tranquila no país.

Em relação às flutuações cambiais, Uchida avaliou que elas tendem a afetar os preços com mais facilidade do que no passado. “Os movimentos do iene são um fator importante que afeta a economia e os preços”, afirmou.

De acordo com o dirigente, as condições financeiras permanecem favoráveis no Japão, apesar do aumento dos juros. Uchida também demonstrou alinhamento com a gestão da primeira-ministra Sanae Takaichi, ao afirmar que há sintonia entre a política monetária do BoJ e a política econômica do governo.

*Com informações da Dow Jones Newswires.