Geral
Bolsas europeias fecham sem direção única após entendimento entre EUA e Irã
Queda do petróleo pressionou ações de energia, enquanto companhias aéreas avançaram com alívio nos custos de combustível
As bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta segunda-feira, 15, após o anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. O acordo, que poderá reabrir o Estreito de Ormuz, foi bem recebido pelos investidores, mas a fragilidade das negociações ainda preocupa o mercado.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,39%, para 10.430,62 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,09%, para 24.903,42 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,40%, para 8.384,01 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,66%, para 51.835,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 1,45%, para 19.035,78 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,52%, para 9.046,15 pontos. As cotações são preliminares.
O setor de energia foi pressionado pela forte queda dos preços do petróleo nesta sessão. Petroleiras como BP, TotalEnergies e Shell registraram perdas de até quase 5% em suas ações.
Na direção oposta, as companhias aéreas foram beneficiadas pelo rompimento nas preocupações com o aumento dos preços do combustível de aviação. Deutsche Lufthansa e Air France-KLM avançaram 4,38% e 3,21%, respectivamente.
O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Álvaro Santos Pereira, de Portugal, alertou que a normalização das operações de energia deve levar meses. Para Joachim Nagel, da Alemanha, a inflação da zona do euro continuará pressionada nos próximos meses, mesmo diante da perspectiva de reabertura de Ormuz. A avaliação é compartilhada pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
Segundo o ING, o acordo entre EUA e Irã retira do radar a possibilidade de aumento da taxa de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE), que anunciará sua decisão na quinta-feira. Nesta semana, além do BC, os bancos centrais da Suécia (Riksbank), da Noruega (Norges Bank) e o Banco Nacional Suíço também divulgaram suas decisões de política monetária britânica.
Entre outros destaques do mercado acionário, a Renault subiu 3,71% após a montadora francesa firmar parceria com a Thales para produzir um protótipo de veículo tático para as Forças Armadas.
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