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Israel critica acordo entre EUA e Irã e admite pouca influência nas negociações
Autoridades israelenses temem que memorando mantenha intactos mísseis iranianos e grupos armados aliados no Oriente Médio
Autoridades israelenses temem que o memorando de entendimento previsto para ser assinado entre Washington e Teerã deixe intactos os mísseis iranianos e os grupos armados que atuam no Oriente Médio, segundo a mídia de Israel.
De acordo com o portal Yediot Ahronot, um alto funcionário do governo israelense afirmou neste sábado (13) que o memorando de entendimento esperado para ser assinado neste domingo (14) entre os Estados Unidos e o Irã “não é um bom acordo”. Ele alertou que Israel tem pouca capacidade de influenciar o processo, apesar do impacto direto que a medida pode ter sobre sua segurança.
“Ninguém está feliz com isso”, disse o oficial. “Entendemos que não é bom para nós e que prejudica os interesses israelenses. O que é preocupante é que Israel não consegue influenciá-lo. Sua voz não está sendo ouvida”, afirmou.
Entre os insatisfeitos, segundo o portal, está também o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Para a mídia israelense, as declarações do líder têm expressado frustração e decepção em relação ao acordo.
Conforme o portal, o entendimento deve vigorar por 60 dias enquanto as negociações prosseguem, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. Enquanto a Casa Branca apresenta a medida como uma conquista diplomática capaz de evitar uma guerra regional mais ampla, afastar o Irã da capacidade nuclear militar e estabilizar os mercados globais de energia, autoridades israelenses afirmam que o texto fica aquém das principais demandas de Israel.
O jornal Haaretz também destacou relatos de autoridades israelenses que questionaram publicamente se Washington teria capacidade de usar o acordo para pressionar Teerã a remover ou reduzir de forma significativa seu estoque de urânio enriquecido.
As preocupações de Israel passam pela capacidade de mísseis iraniana, pelo possível afrouxamento das sanções econômicas contra Teerã e pela eventual recuperação da economia do país persa, além do próprio poder de influência israelense na região.
O Yediot Ahronot informa ainda que há integrantes do governo mais cautelosos em relação ao acordo. Uma fonte ouvida pelo portal afirmou que, caso o memorando consiga garantir a remoção do urânio, poderá “salvar a honra do Ocidente”.
Por Sputnik Brasil
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