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Ucrânia não estaria viva para lutar sem o apoio militar dos EUA, diz Trump

Sputinik Brasil 04/06/2026
Ucrânia não estaria viva para lutar sem o apoio militar dos EUA, diz Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: © AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

Presidente norte-americano diz esperar que Moscou e Kiev façam concessões mútuas para alcançar um acordo de paz e frisa que a Ucrânia não duraria "um ou dois dias" sem o apoio militar dos EUA.

O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (4), em coletiva na Casa Branca na qual falou sobre o uso de carvão pelos EUA e detalhou ações do país frente aos conflitos globais, que o exército ucraniano não teria condições de travar um confronto com a Rússia sem o apoio militar dos EUA.

"Nós lhes demos equipamento [militar], o melhor equipamento, avaliado em centenas de bilhões de dólares. Produzimos o melhor equipamento do mundo. Sem ele, eles [ucranianos] não teriam durado um ou dois dias; simplesmente não teriam tido sucesso […] a Ucrânia não estaria viva para lutar hoje", disse Trump a repórteres.

O líder norte-americano disse esperar que Moscou e Kiev façam concessões mútuas para encerrar o conflito e expressou otimismo quanto a disposição de ambos os lados em relação a isso.

"Eu ofereci essas concessões e, vocês sabem, nos esforçamos muito para isso. Quero que cada lado faça algumas concessões, e acho que farão."

Na coletiva, Trump também abordou a questão do Irã e disse que os pontos principais das negociações com o país persa são o fim do programa nuclear iraniano e a reabertura do estreito de Ormuz.

"Os principais pontos do acordo são que eles [iranianos] não podem ter armas nucleares e que o estreito de Ormuz será aberto imediatamente", afirmou

Mais cedo, o Kremlin confirmou o recebimento de uma carta aberta de Vladimir Zelensky, e informou que o conteúdo será posteriormente apresentado ao presidente russo, Vladimir Putin.

Na mensagem, Zelensky sugere a realização de uma reunião com Putin em um país intermediário como forma de avançar nas negociações e buscar uma solução.

Putin afirmou que a Rússia está preparada para chegar a um acordo de paz e pôr fim ao conflito por meio de negociações, mas enfatizou que qualquer acordo final deve ser assinado por autoridades com legitimidade para representar a Ucrânia. Ele observou que o mandato presidencial de Zelensky expirou há dois anos e argumentou que questões em torno de sua legitimidade permanecem sem solução.

A Rússia acredita que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta a resolução do conflito, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no conflito e constitui "brincar com fogo".

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, observou que qualquer carregamento contendo armas destinado à Ucrânia seria um alvo legítimo para a Rússia. O Kremlin declarou que o armamento da Ucrânia pelo Ocidente é contraproducente para as negociações e terá um impacto negativo.