Geral
Pacote dos combustíveis deu fôlego às companhias aéreas, afirma ministro
Tomé Franca destaca medidas do governo para minimizar impacto do aumento do QAV e preservar crescimento do setor
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou nesta terça-feira (2) que o governo federal não foi responsável pelo aumento dos preços dos combustíveis, atribuindo a alta a fatores geopolíticos ligados ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, as ações adotadas pela União ajudaram a reduzir os efeitos do encarecimento do querosene de aviação (QAV) para companhias aéreas e passageiros.
"Não houve nenhuma medida do governo do Brasil no sentido de gerar o aumento do custo do combustível... Com as medidas que anunciamos para auxiliar o setor, as companhias aéreas tiveram um fôlego durante esse período de alta do combustível, o que evitou um impacto mais significativo nos custos operacionais", declarou o ministro em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.
Franca ressaltou que o governo implementou uma série de iniciativas para mitigar os efeitos do aumento dos custos operacionais das empresas aéreas. Entre elas, destacou a redução de tributos sobre o QAV, o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea cobradas pela Força Aérea Brasileira (FAB) e a oferta de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão ao setor.
"Fizemos o adiamento das tarifas dos meses de março e abril, e agora prorrogamos para maio e junho, de modo que possam ser pagas apenas em dezembro, garantindo fôlego às companhias durante o aumento do combustível", explicou.
De acordo com o ministro, os financiamentos foram destinados principalmente ao capital de giro e à compra de combustível, que corresponde a cerca de 40% dos custos operacionais das empresas aéreas.
Franca avaliou que essas medidas permitiram manter a expansão do transporte aéreo no país. "Isso possibilitou a manutenção da curva de crescimento do número de passageiros no Brasil", afirmou.
Segundo o ministro, o número de passageiros transportados subiu de cerca de 98 milhões em 2023 para uma projeção de 130 milhões em 2025, o que representa a entrada de aproximadamente 30 milhões de novos passageiros no sistema aéreo brasileiro.
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