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Acelen reajusta preços: GLP sobe 9,5% e querosene de aviação cai 10,9%

Refinaria de Mataripe, na Bahia, altera valores do gás de cozinha e do QAV; preços superam os da Petrobras.

01/06/2026
Acelen reajusta preços: GLP sobe 9,5% e querosene de aviação cai 10,9%
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Refinaria de Mataripe , localizada na Bahia e controlada pela Acelen, elevou em 9,5% o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nesta segunda-feira, 1º de junho. O valor passou de R$ 3.907 para R$ 4.281 por tonelada, o que deve impactar diretamente o preço do gás de cozinha.

Por outro lado, a refinaria ficaria prejudicada em 10,9% o preço do querosene de aviação (QAV), que agora custa R$ 5,549 por metro cúbico.

Mataripe adota uma política de Preço de Paridade de Importação (PPI), o que faz com que seus valores muitas vezes superem os praticados pela Petrobras no mercado interno. A Acelen é o braço do grupo de investimento árabe Mubadala.

Nesta segunda-feira, a Petrobras também anunciou uma queda de 14,2% no preço do QAV e, no domingo, impediu em 9,5% o preço do diesel em relação a maio, com compensação prevista por subvenção do governo.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), na última sexta-feira, 29, a defasagem dos preços da Petrobras em relação ao mercado internacional era de 28% para o diesel. Já o preço do mesmo combustível em Mataripe era 11% superior ao valor internacional.

No caso da gasolina, a Petrobras registrou preços 52% abaixo do mercado internacional no último fechamento do barril Brent, enquanto em Mataripe o valor era 1% maior que no exterior.

A Petrobras está em negociações para retomar o controle da Refinaria de Mataripe, antiga Landulpho Alves (Rlam). Segundo apuração do Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o preço pedido pelo fundo árabe Mubadala ainda está acima do considerado aceitável pela estatal.

A refinaria baiana responde por 14% do mercado nacional e foi privatizada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro.

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