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Ouro recua e devolve ganhos semanais em meio a tensões no Oriente Médio
Metal precioso cai abaixo de US$ 4.500 com escalada de conflitos entre Irã, Estados Unidos, Líbano e Israel, e impacto nos mercados globais.
O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira, 1º, em queda, devolvendo os ganhos acumulados na semana anterior, pressionados pelo aumento das perdas no Oriente Médio. O metal chegou a recuar abaixo de US$ 4.500 no mínimo do dia, refletindo relatos de que o Irã pretende encerrar as negociações com os Estados Unidos e a escalada de ataques entre países envolvidos no conflito — incluindo Líbano e Israel — durante o fim de semana. Esse cenário reacende preocupações inflacionárias, impulsionando o dólar e os rendimentos dos Treasuries.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto fechou em queda de 1,89%, cotado a US$ 4.506,3 por onça-troy. Já a prata para julho caiu 0,82%, para US$ 75,254 por onça-troy.
O dia já começou com os metais em baixa, pressionados pela troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã no fim da semana. As perdas se acentuaram após a notícia de que o Irã suspendeu as comunicações com os EUA, inclusive a troca de mensagens por mediadores, em protesto contra o avanço israelense no Líbano, segundo a agência Tasnim.
Horas depois, militares iranianos emitiram um alerta aos moradores do norte de Israel para deixarem a região caso o governo israelense amplie suas ações em território libanês. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou à NBC que não tem confirmação sobre a suspensão das negociações pelo Irã, mas declarou não se importar com a decisão. O cenário impulsionou uma forte alta no petróleo, no dólar e nos rendimentos dos Tesouros. Analistas do Saxo Bank ressaltam que o ouro tende a se valorizar em momentos de “fraqueza econômica”, com tempos inflacionários acompanhados pela queda nos rendimentos e enfraquecimento do dólar — o que não ocorre atualmente.
Segundo avaliação da TD Securities, em um ambiente de preços elevados de energia, os fatores macroeconômicos que afetam os metais preciosos devem continuar relevantes. A consultoria também destaca que o ouro tem apresentado desempenho inferior ao de outras commodities, como metais básicos e petróleo, diante dos riscos de oferta.
Com informações de Dow Jones Newswires
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