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Caso Henry Borel: julgamento é o mais longo do Rio dos últimos 18 anos

Sessão entra na fase final com depoimentos das últimas testemunhas; julgamento já supera o caso Flordelis em duração

01/06/2026
Caso Henry Borel: julgamento é o mais longo do Rio dos últimos 18 anos
Henry Borel - Foto: YOUTUBE/Reprodução Fonte: Agência Senado

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, chega à fase final nesta segunda-feira, 1º. Nesta etapa, serão ouvidas as últimas três das 27 testemunhas arroladas no processo.

Com oito dias de duração, o julgamento já é o mais longo do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro desde 2008, quando as regras foram modificadas. O caso ultrapassa, em extensão, o da ex-deputada Flordelis, condenada a 50 anos de prisão pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Nesta segunda, os jurados escutam o perito Leonardo Huber Tauil, do Instituto Médico-Legal, responsável pelos laudos de necrópsia e complementares das lesões em Henry, o médico Jefferson Evangelista Corrêa e o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro.

Durante o depoimento de Huber Tauil, Monique deixou o plenário ao serem exibidas imagens do corpo de Henry aos jurados, saindo da sala por volta das 11h25.

Esses depoimentos foram solicitados pela defesa de Jairinho. Após as oitivas, o Ministério Público terá duas horas e meia para apresentar a acusação. Em seguida, as defesas de Jairinho e Monique terão até duas horas e meia cada para suas manifestações.

O rito prevê ainda réplica da acusação, com até duas horas de duração, e tréplica das defesas, também em até duas horas. A expectativa é de que o julgamento seja concluído ainda nesta semana.

Na manhã desta segunda, uma carreata pedindo justiça partiu do edifício Majestic, na Barra da Tijuca — local onde o crime teria ocorrido —, em direção à sede do Tribunal de Justiça, marcando o oitavo dia de julgamento.

Babá afirma que Monique pediu para apagar mensagens

No domingo, 31, Thayná de Oliveira Ferreira, babá de Henry, declarou que foi orientada por Monique a apagar mensagens e omitir informações após a morte da criança.

Segundo Thayná, ela trabalhou por cerca de um mês na residência onde Henry vivia com a mãe e Jairinho, entre janeiro e março de 2021.

Em depoimento, a babá relatou ter presenciado pelo menos três ocasiões em que Jairinho levou Henry para um quarto, ficando a sós com o menino, que depois se queixava de dores.