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Partes de pepino-do-mar podem viver indefinidamente, revelam cientistas

Pesquisadores canadenses identificam capacidade única de regeneração em espécie marinha; tecidos amputados permanecem ativos por anos.

01/06/2026
Partes de pepino-do-mar podem viver indefinidamente, revelam cientistas
Partes amputadas de pepino-do-mar permanecem vivas e ativas por anos, segundo estudo científico. - Foto: © Foto / CC-BY-NC-SA 4.0 / Nozères, Claude (cropped image)

Partes amputadas do pepino-do-mar da espécie Psolus fabricii não apenas sobrevivem de forma independente, mas também são capazes de se regenerar e se desenvolver na água do mar por longos períodos. A descoberta foi publicada na revista Science Alert.

Segundo o estudo, cientistas do Canadá identificaram que os tecidos deste animal marinho podem viver "indefinidamente". O experimento demonstrou a notável capacidade de regeneração dos tecidos do pepino-do-mar.

"Quando os cientistas amputaram partes do pepino-do-mar escarlate (Psolus fabricii), os tecidos se recusaram a morrer. Por três anos, as patinhas tubulares e tentáculos isolados permaneceram em um tanque com água natural do mar em circulação, sem se decompor", destaca o artigo.
Tecido amputado de pata tubular de pepino-do-mar um ano após a amputação (à esquerda) e alguns anos depois (à direita)
Tecido amputado de pata tubular de pepino-do-mar um ano após a amputação (à esquerda) e alguns anos depois (à direita)

Os cientistas observaram que esses tecidos não apenas permanecem vivos, mas continuam biologicamente ativos e sujeitos a alterações. Muitos processos imunológicos, metabólicos e celulares seguem funcionando normalmente.

"Isso nunca foi observado antes — pelo menos nos tecidos de qualquer animal conhecido na Terra", ressalta a publicação.

Rachel Sipler, biogeoquímica marinha do Laboratório para Estudos Oceânicos Bigelow (EUA), explicou que, nas partes cortadas do pepino-do-mar, células imunológicas foram ativadas, promovendo cicatrização, reparação e eliminação de células mortas.

Além disso, os tecidos amputados começaram a absorver nutrientes da água do mar, digeri-los e crescer. Mesmo após anos, tentáculos isolados ainda reagiam a estímulos táteis, sugerindo que a rede neural permanecia funcional.

De acordo com os pesquisadores, pequenas porções de Psolus fabricii podem viver indefinidamente em água do mar natural. Outras espécies de pepinos-do-mar, no entanto, não apresentaram a mesma longevidade nos experimentos.

Por Sputnik Brasil