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Arqueólogos revelam mistérios de enterros medievais com achados surpreendentes na Espanha
Estudo em mosteiro de Barcelona descobre túmulos, práticas funerárias e detalhes inéditos sobre a vida no século XIV
Arqueólogos que investigaram o Mosteiro Real de Santa Maria de Pedralbes, em Barcelona, trouxeram à luz novos detalhes sobre os indivíduos enterrados no local durante o século XIV, segundo a revista Archaeology News.
O projeto, iniciado para celebrar os 700 anos do mosteiro, analisou oito túmulos do período inicial e identificou os restos mortais de 25 pessoas.
"Para o primeiro estudo em larga escala dos enterros fundadores do mosteiro, os pesquisadores reuniram especialistas em arqueologia, antropologia física, restauração, arqueobotânica e genética. O trabalho incluiu a abertura de tumbas, documentação de seu conteúdo, análise de restos humanos e de objetos funerários, além da posterior restauração e reenterro dos materiais", destaca a publicação.

De acordo com a matéria, o estudo oferece uma nova perspectiva sobre as práticas funerárias e a vida comunitária da época. Um dos enterros mais notáveis revelou uma mulher de alto status, sepultada em um caixão de madeira dentro de uma estrutura maior.
Os restos mortais apontavam para idade avançada e sinais de doenças relacionadas ao envelhecimento. Próximo a ela, foram encontrados vestígios de roupas modestas e materiais finos, além de oferendas de plantas utilizadas em rituais funerários.
Outras sepulturas trouxeram descobertas inesperadas, como túmulos com vários indivíduos de idades e sexos distintos, evidências de reutilização ao longo do tempo, cabelos preservados, marcas de trauma nos ossos e até os restos de uma mulher grávida com um feto.
Achados adicionais, incluindo fragmentos escritos, notação musical e lesões esqueléticas, forneceram pistas sobre o cotidiano, as condições de saúde e possíveis episódios de violência na comunidade.
No geral, o estudo destaca a diversidade de costumes funerários e o uso intensivo de materiais orgânicos nos rituais. Pesquisas científicas em andamento, como análises de DNA e de materiais, devem aprofundar o conhecimento sobre a estrutura social e as origens dos indivíduos desse cenário medieval, conclui a reportagem.
Por Sputinik Brasil
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