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Dólar recua com alta do petróleo em meio à cautela entre EUA e Irã
Moeda americana cai após forte valorização em maio, influenciada por avanço do petróleo e tensões geopolíticas.
O dólar opera em queda no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 1º, após acumular alta de 1,82% frente ao real em maio. O movimento ocorre diante da valorização de quase 3% do petróleo, fator que favorece os termos de troca comercial do Brasil.
Além disso, uma realização de lucros no câmbio e a manutenção da bandeira tarifária amarela em junho no país contribuem para limitar um viés de alta nos juros futuros, mesmo com a valorização dos rendimentos dos Treasuries e a cautela internacional diante da ausência de acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, os dois países voltaram a trocar ataques.
Autoridades iranianas informaram nesta segunda-feira que ainda existem divergências com os EUA nas negociações nucleares e sobre o futuro do Estreito de Ormuz. Além disso, elevaram o tom das críticas a Washington e Israel em relação ao cessar-fogo no Líbano.
Mais cedo, a Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV) a partir desta segunda-feira. A queda, de R$ 0,93 por litro, reflete a diminuição do preço internacional do combustível.
O relatório Focus mostrou que a mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 5,04% para 5,09%, na 12ª alta consecutiva, superando o teto da meta do Banco Central (4,50%). Para 2027, a estimativa passou de 4,01% para 4,02%; para 2028, de 3,65% para 3,66%; e para 2029, permaneceu em 3,50%.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a decisão dos EUA de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas pode impactar o Pix e bancos brasileiros.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação WI-FI para investigar suspeita de fraude em uma licitação de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo, vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG ligada a Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro. Com aditivos, os repasses chegaram a R$ 157,1 milhões.
Segundo pesquisa RealTime Big Data, o presidente Lula (PT) aparece com 38% das intenções de voto contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno e 45% ante 40% no segundo turno. Em maio, antes do caso "Dark Horse", havia empate técnico no segundo turno.
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