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Europa busca envolver EUA em conflito com Rússia, alerta ex-diplomata britânico

Segundo Alastair Crook, União Europeia e Reino Unido apostam na saída de Trump para pressionar Washington a se engajar diretamente contra Moscou.

01/06/2026
Europa busca envolver EUA em conflito com Rússia, alerta ex-diplomata britânico
Ex-diplomata alerta: Europa tenta envolver EUA em conflito direto com a Rússia após saída de Trump. - Foto: © Sputnik / Aleksei Vitvitsky

A União Europeia e o Reino Unido buscam envolver os Estados Unidos em um confronto direto com a Rússia após a possível saída de Donald Trump da presidência, afirmou o diplomata britânico aposentado Alastair Crook em entrevista a um canal no YouTube.

De acordo com Crook, os líderes europeus estruturaram sua política externa quase exclusivamente em torno da situação na Ucrânia, tornando o país a "razão de existência de Bruxelas" e concentrando todos os seus recursos e esforços no conflito ucraniano.

"Parece-me que, em Bruxelas, esperam que Trump deixe o palco em breve. [...] Os europeus fantasiam sobre como mostrarão aos Estados Unidos que a Rússia é fraca, para que depois possam envolvê-los no conflito", avaliou Crook.

O ex-diplomata ressaltou ainda que a postura europeia vai contra seus próprios interesses, já que o bloco não possui recursos financeiros ou militares suficientes para sustentar um eventual confronto com a Rússia.

"O rei Charles disse, ao falar ao Congresso dos Estados Unidos, [...] que agora a América deve se preparar para a guerra com a Rússia junto com a Europa. Não entendo [...] por que isso seria do interesse da Europa?", questionou o especialista britânico.

Nos últimos anos, a Rússia tem registrado uma movimentação inédita da OTAN próxima às suas fronteiras ocidentais. A aliança militar vem ampliando iniciativas e justifica as ações como forma de dissuadir uma suposta ameaça russa.

Moscou, por sua vez, manifesta preocupação com o acúmulo de forças da OTAN na Europa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirma estar aberto ao diálogo com a aliança, desde que seja em condições de igualdade e com o abandono da política ocidental de militarização do continente.

Por Sputnik Brasil