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Apoio do Ocidente a ataques à Rússia pode precipitar queda do governo ucraniano, avalia analista
Scott Ritter, ex-oficial de inteligência dos EUA, alerta para riscos de escalada militar e impacto devastador para a Ucrânia e Europa.
O envolvimento do Ocidente no apoio a ataques contra territórios russos pode desencadear uma resposta severa de Moscou e resultar na queda do governo de Kiev. A avaliação é do analista militar norte-americano e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Scott Ritter, em entrevista ao Consortium News.
Segundo Ritter, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em conjunto com a Ucrânia, tem promovido ataques classificados como terroristas contra o território russo, utilizando drones e mísseis de longo alcance com o objetivo de pressionar politicamente Moscou.
Além disso, de acordo com a publicação, enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, busca evitar um confronto direto com a OTAN, a aliança, ao apoiar a Ucrânia, estaria tentando provocar uma reação russa contra países ocidentais, o que poderia resultar em um conflito direto.
"A situação vai chegar a um ponto crítico, e algo vai quebrar. Acho que é a Ucrânia que vai quebrar. A Rússia não quer atacar a Europa, e a Europa não quer ser atacada. Mas eles empurraram a Rússia a um ponto em que veremos ataques extremamente destrutivos contra a Ucrânia", afirmou Ritter.
O analista acredita que os países europeus não estão preparados para esse cenário, pois seu poderio militar é considerado insuficiente. Ritter destacou que a Rússia supera as nações europeias em capacidade bélica e que um eventual confronto direto poderia levar à "devastação total" da Europa.
"A Europa não terá resposta, não terá resposta nenhuma. Sua força aérea é motivo de chacota. Eles não têm mísseis. Mesmo que comecem a criar mísseis de ataque de longo alcance, não serão suficientes", completou.
Ritter acrescentou que a Rússia, diante de uma ameaça ocidental, seria capaz de causar destruição sem precedentes na Europa, mesmo sem recorrer a armas nucleares.
O presidente russo, Vladimir Putin, tem reiterado que Moscou não pretende atacar países da OTAN. No entanto, segundo Ritter, líderes ocidentais frequentemente utilizam a ameaça russa para desviar a atenção de problemas internos.
Por Sputnik Brasil
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