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Colômbia inicia apuração dos votos em eleição presidencial marcada por tensão

Disputa entre aliados de Petro e oposição conservadora ocorre sob forte esquema de segurança e preocupação com violência armada.

31/05/2026
Colômbia inicia apuração dos votos em eleição presidencial marcada por tensão
O candidato presidencial Abelardo de La Espriella - Foto: Reprodução / Instagram

As seções eleitorais para a eleição presidencial da Colômbia, que definirá o sucessor de Gustavo Petro, foram encerradas neste domingo, 31, e a apuração dos votos teve início em todo o país.

O pleito ocorre em meio à preocupação dos colombianos com a violência promovida por grupos armados, cenário que influenciou o clima do processo eleitoral.

Os três principais candidatos são o progressista Iván Cepeda, aliado de Petro — que não pode se reeleger —, e os opositores conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, ambos com discursos de linha-dura contra organizações criminosas e narcotraficantes.

“Hoje, a liberdade, a democracia e o futuro da Colômbia estão sendo decididos”, afirmou De la Espriella, que apoia o ex-presidente dos EUA Donald Trump e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, após votar em Barranquilla. “Vamos derrotar a tirania no primeiro turno.”

Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos, os dois mais votados disputarão o segundo turno, previsto para junho.

Após votar no sul de Bogotá, Cepeda declarou à imprensa que espera a vitória e destacou que sua campanha dispõe de um “mecanismo rápido” para apuração, a fim de garantir que os resultados coincidam com os do Registro Nacional.

O próximo presidente colombiano enfrentará o desafio de governar um país onde, segundo estimativas da Fundação Ideias para a Paz, há cerca de 27 mil insurgentes armados. Uma década após o acordo de paz com as extintas FARC, a Colômbia ainda convive com dissidências guerrilheiras e outros grupos, como o cartel Clã do Golfo e o Exército de Libertação Nacional (ELN), alimentados pelo narcotráfico e pela mineração ilegal.

Entre os favoritos, Cepeda, senador do Pacto Histórico — partido governista —, defende a continuidade da política de “paz total” iniciada por Petro, marcada por diálogos com grupos armados ilegais, que seguem atuando no país.

Já Valencia, do Centro Democrático, e De la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, centram suas propostas no enfrentamento da crise de segurança, com ações para combater o tráfico de drogas, a extorsão e o sequestro, buscando recuperar o controle do Estado sobre áreas dominadas por criminosos.

Para garantir a ordem, mais de 246 mil agentes das forças de segurança foram mobilizados nas ruas durante a eleição, diante do alerta de possíveis episódios de violência em centenas de municípios. Aproximadamente 1,5 mil observadores de organizações internacionais, como o Centro Carter e a União Europeia, acompanham o processo para assegurar a transparência eleitoral.

Fonte: Associated Press