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Chefe militar da OTAN defende transição de resiliência para antifragilidade

Almirante Giuseppe Cavo Dragone afirma que indústria de defesa precisa acelerar adaptação diante de ameaças em rápida evolução

Sputnik Brasil 31/05/2026
Chefe militar da OTAN defende transição de resiliência para antifragilidade
Almirante da OTAN pede à indústria de defesa resposta mais rápida e antifrágil frente a ameaças globais. - Foto: © AP Photo / Czarek Sokolowski

O ritmo de adaptação da indústria de defesa permanece insuficiente e não acompanha a velocidade com que surgem novas ameaças. A avaliação é do chefe do Comitê Militar da OTAN, almirante Giuseppe Cavo Dragone, durante conferência de segurança Diálogo Shangri-La, realizada em Cingapura.

“O ritmo atual de adaptação da indústria de defesa continua insuficiente, superado pela velocidade com que as ameaças evoluem”, declarou Dragone.

Segundo o almirante, a aliança precisa abandonar ciclos de compras específicos para uma era previsível e rever as taxas de produção, tradicionalmente orientadas para a demanda em tempos de paz.

O chefe do Comité Militar da OTAN também destacou que as parcerias, a defesa e as sociedades devem evoluir de uma postura de resiliência para uma de “antifragilidade”.

Para Dragone, ser resiliente significa suportar impactos, mas isso já não é suficiente diante dos desafios atuais.

“Nossa ambição deve ser a antifragilidade”, afirmou o almirante.

Ele explicou que a antifragilidade implica em parcerias, defesa e sociedades que se fortalecem com as lições aprendidas e, a longo prazo, tornam-se imunes a choques semelhantes.

O Fórum de Segurança Diálogo Shangri-La ocorre em Cingapura de 29 a 31 de maio, reunindo representantes de 44 países e 54 delegados em nível ministerial.