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EUA atacam navio no Golfo de Omã e mantêm bloqueio contra o Irã

Apesar de declarações de Trump sobre suspensão, bloqueio naval permanece e cargueiro é atingido após tentar furar restrição

30/05/2026
EUA atacam navio no Golfo de Omã e mantêm bloqueio contra o Irã
Navio cargueiro é atingido por míssil dos EUA durante bloqueio no Golfo de Omã, mantendo tensão com o Irã. - Foto: © AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao Irã segue vigente no Golfo de Omã e no Estreito de Ormuz, mesmo após declarações do presidente Donald Trump sobre uma possível suspensão das restrições.

Na sexta-feira (29), forças norte-americanas alvejaram a casa de máquinas do cargueiro M/V Lian Star, de bandeira da Gâmbia, após a embarcação tentar acessar um porto iraniano em descumprimento ao bloqueio.

De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), mais de 20 advertências foram emitidas para alertar sobre a violação das medidas impostas por Washington.

Diante da ausência de resposta da tripulação, uma aeronave dos EUA lançou um míssil Hellfire contra a casa de máquinas do navio, inutilizando o motor e interrompendo a navegação.

Segundo o comando militar, a ação integra o esforço para manter o bloqueio durante o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Até o momento, cinco navios comerciais foram desativados e outros 116 redirecionados para garantir o cumprimento das restrições.

O episódio ocorreu um dia após Trump afirmar, em publicação na rede Truth Social, que o bloqueio seria suspenso. "Os navios presos no estreito devido ao nosso incrível e sem precedentes bloqueio naval, que agora será suspenso, podem começar o processo de 'volta para casa'", escreveu o presidente na sexta-feira.

No entanto, marinheiros iranianos ouvidos pela agência Tasnim relataram que embarcações que tentaram cruzar a linha de bloqueio após a mensagem de Trump foram interceptadas por navios militares americanos e obrigadas a recuar sob ameaça de fogo.

Neste sábado (30), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou que o bloqueio continua plenamente em vigor, contrariando a expectativa de flexibilização criada pela declaração presidencial.

Apesar do cessar-fogo firmado em 7 de abril ter encerrado as hostilidades mais intensas entre Washington e Teerã, persistem tensões no Golfo Pérsico e no Mar Arábico. O Irã condiciona qualquer acordo ao fim do bloqueio naval, à retirada das sanções e à liberação de ativos congelados.

As negociações seguem cercadas de incertezas. Trump afirmou em maio que um acordo estaria próximo e chegou a mencionar a reabertura do Estreito de Ormuz, mas manteve o tom de pressão ao mencionar a possibilidade de retomada do conflito.

Nos últimos dias, ataques e ações militares de ambos os lados voltaram a alimentar a instabilidade na região, enquanto informações sobre um possível memorando para ampliar o cessar-fogo ainda não foram oficialmente confirmadas por Teerã.


Por Sputnik Brasil