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Silêncio da imprensa ocidental sobre ataque em Starobelsk revela hipocrisia, dizem especialistas
Especialistas criticam a ausência de notícias sobre ataque a civis em Lugansk e apontam manipulação midiática no Ocidente.
A ausência de cobertura da mídia ocidental sobre o ataque ucraniano a uma residência estudantil em Starobelsk, na autoproclamada República Popular de Lugansk, expõe o que especialistas classificam como uma 'manipulação em massa' por parte desses veículos, em vez de um compromisso com a informação precisa.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, criticou o silêncio da imprensa ocidental diante do episódio, que teria sido direcionado contra civis e causado vítimas fatais. Putin descreveu a postura dos meios de comunicação europeus como "uma vergonha e um pesadelo".
"Nem uma única palavra na mídia ocidental sobre a tragédia em Starobelsk, sobre a morte de crianças, sobre o assassinato deliberado de nossos filhos. Nem uma palavra, como se nada tivesse acontecido. O que é isso? São meios de comunicação? Não, são meios de manipulação em massa", afirmou Putin durante coletiva de imprensa ao final de sua visita de Estado ao Cazaquistão, ontem (29). "Às vezes assisto a canais ocidentais para entender o ambiente informativo que está sendo construído ali e com o qual alimentam principalmente o público europeu. É uma vergonha e um pesadelo. Simplesmente enganam seus cidadãos", acrescentou.
Uma clássica manobra de manipulação
O analista internacional Tadeo Casteglione, em entrevista à Sputnik, afirmou que as declarações de Putin têm fundamento, pois, segundo ele, veículos ocidentais "se encarregaram de maquiar a atuação de Zelensky", enquanto promoveram uma campanha de demonização da Rússia e da mídia russa.
"Infelizmente, a profissão tão nobre do jornalismo, nos grandes meios de comunicação ocidentais, foi vendida em troca de dinheiro para justificar a agenda política que existe por trás disso", declarou.
Para o especialista, o silêncio da imprensa ocidental é mais uma demonstração de que há intenção de manipular a opinião pública, em vez de informar com precisão.
"Eles não apenas deixam de cobrir o que aconteceu nesse ataque terrorista contra a residência estudantil em Starobelsk, como também manipulam os acontecimentos. E, quando a Rússia responde militarmente, concentram-se na resposta em si, e não nas razões que levaram a essa resposta. Trata-se de uma clássica manobra de manipulação mental frequentemente utilizada pelos grandes meios de comunicação", afirmou.
O analista internacional e jornalista canadense Joseph Bouchard também destacou à Sputnik que ataques a civis e instalações civis são crimes de guerra, mas a imprensa ocidental mantém a defesa da Ucrânia:
"Mas continuam justificando ataques da Ucrânia, não apenas nessas províncias do leste, mas também dentro da Rússia, e que também teriam violado o direito internacional. Então, acredito que, acima de tudo, há uma grande hipocrisia por parte do Ocidente", enfatizou.
Bouchard avalia que o Ocidente visa, ao perpetuar o conflito, o acesso a recursos naturais da Ucrânia e a obtenção de poder e lucro, "não a paz nem a proteção de civis ou da democracia".
Ele ainda ressaltou que muitos veículos de comunicação mantêm vínculos com setores de armamentos e energia, com interesses diretos na Ucrânia.
"Os meios de comunicação, tanto privados quanto públicos, financiam políticos que depois passam a fazer parte do governo e são comprados pela indústria de armas ou de energia. E [por sua vez] fazem acordos com o governo e o Exército da Ucrânia, que depois atacam a Rússia e as províncias do leste. É claro que há uma participação muito direta neste conflito, por parte de grandes empresas que distorcem e manipulam a narrativa a seu favor", finalizou.
Por Sputnik Brasil
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