Geral
Formação Bruta de Capital Fixo tem maior alta em cinco anos no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE
Investimento cresce 3,5% sobre o trimestre anterior, mas recua 1,4% na comparação anual; saldo externo melhora e taxa de poupança chega a 15,5% do PIB.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou crescimento de 3,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025 , conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas Contas Nacionais Trimestrais.
Esse resultado representa a alta mais expressiva desde o primeiro trimestre de 2021, quando o indicador avançou 6,3%.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, porém, a FBCF apresentou queda de 1,4%.
Segundo o IBGE, a principal razão para a redução do investimento entre o primeiro trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026 foi a queda na produção de bens de capital.
Necessidade de gue
O Brasil registrou uma necessidade de financiamento de R$ 106 bilhões no primeiro trimestre de 2026, ante R$ 128,9 bilhões no mesmo período de 2025, de acordo com o IBGE.
O saldo externo de bens e serviços evita o déficit de R$ 37,5 bilhões em 2025 para R$ 11 bilhões em 2026.
Já a renda líquida de propriedade enviada ao exterior aumentou de R$ 98,9 bilhões para R$ 101,7 bilhões no período analisado.
Poupança e ai
A taxa de poupança alcançou 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, enquanto a taxa de investimento ficou em 16,5%, segundo o IBGE.
desempenho setorial
Entre as atividades econômicas, o IBGE destaca que as finanças recuperaram 0,6% na passagem do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre de 2026, enquanto as imobiliárias cresceram 1,2%.
As indústrias extrativas avançaram 3,6% e os segmentos de informação e comunicação subiram 2,4%. Outras atividades de serviços tiveram expansão de 0,8%, enquanto transporte e armazenamento encolheram 0,7%.
A atividade de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 0,3% no período, ao passo que o comércio avançou 0,6%. A indústria de transformação subiu 0,1% e a construção cresceu 2,9%. Administração pública e segurança social tiveram alta de 0,4%.
Na comparação anual, as atividades financeiras cresceram 2,8% e as imobiliárias, 2,9%. As indústrias extrativas tiveram expansão de 13,1% e o setor de informação e comunicação subiu 7,6%.
A produção de eletricidade e água recuou 1,7%, o comércio subiu 1% e a indústria de transformação caiu 0,9%. A construção aumentou 1,3% e transporte e armazenagem avançaram 0,7%. Outras atividades de serviços cresceram 2,4%, administração pública e seguridade social subiram 1,1% e a agropecuária avançou 0,7%.
Mais lidas
-
1DIREITOS TRABALHISTAS
Quando começa a valer a escala 5x2?
-
2JULGAMENTO DO CASO HENRY BOREL
Filha de ex-namorada de Jairinho relata agressões sofridas na infância
-
3EDUCAÇÃO
Vestibular Unicamp 2027: confira os temas mais recorrentes na prova
-
4ATAQUE NA PRAIA DE PIEDADE
Menino de 11 anos é atacado por tubarão e passa por cirurgia em Pernambuco
-
5RESGATE NO LITORAL PAULISTA
Mulher resgatada após mais de 40 horas no mar recebe alta: 'Continuem orando pelo meu colega'