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Megaestrutura de 6.000 anos revela organização social na Europa antiga, dizem cientistas

Descoberta na Romênia, construção associada à cultura Cucuteni-Trypillia sugere funções públicas e coletivas em comunidade pré-histórica.

Sputnik Brasil 29/05/2026
Megaestrutura de 6.000 anos revela organização social na Europa antiga, dizem cientistas
Arqueólogos revelam megaestrutura de 6 mil anos da cultura Cucuteni-Trypillia na Romênia. - Foto: © Foto / PloS One/C. Mischka; Mischka et al., 2026

Arqueólogos no nordeste da Romênia identificaram uma impressionante estrutura pré-histórica relacionada à cultura Cucuteni-Trypillia, com aproximadamente 6 mil anos de antiguidade, segundo a revista Archaeology News.

De acordo com a publicação, o edifício mede cerca de 350 metros quadrados — significativamente maior que as residências vizinhas — e está situado próximo às margens do assentamento, o que sugere uma possível função pública.

"A cultura Cucuteni-Trypillia ocupou regiões da atual Romênia, Moldávia e Ucrânia entre 5000 e 3500 aC Esses assentamentos, algumas com dimensões mínimas para a Europa pré-histórica, foram objeto de estudo, pois mesmo em comunidades populosas, há poucas evidências de divisões sociais marcantes", destaca a revista.

As escavações em áreas dessa cultura geralmente revelam poucos túmulos de elite e escassos invocados materiais de governantes ou famílias abastadas. Segundo os pesquisadores, a maioria das casas apresenta plantas e tamanhos semelhantes. Para mapear as estruturas subterrâneas, foi utilizado um levantamento geomagnético.

Posteriormente, trincheiras foram abertas, expondo um grande edifício próximo à vala do assentamento. O local revelou fundações com postes robustos de madeira e partes de um piso de argila espessa.

Com seus 350 metros quadrados, a estrutura não apresenta vestígios de preparação de alimentos, armazenamento ou outras atividades domésticas, levando os pesquisadores a interpretar como um edifício comunitário ou público, em vez de uma residência.

Estruturas semelhantes, conhecidas como "megaestruturas", já foram identificadas em outros assentamentos ligados à cultura Cucuteni-Trypillia. A recorrência dessas construções indica que desempenharam papel central em atividades coletivas, como reuniões, cerimônias e administração local.

Embora grande parte do edifício tenha permanecido não escavada, a descoberta contribui para o debate sobre a organização social e política dessas grandes comunidades pré-históricas, que parecem ter funcionado sem elites centralizadas, conclui a reportagem.