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Gasto com juros do setor público soma R$ 84,76 bilhões em abril, aponta Banco Central
Despesa líquida com juros recua em relação a março, mas dívida bruta segue em alta e atinge 80,4% do PIB
O setor público consolidado registrou um resultado negativo de R$ 84,76 bilhões em despesas com juros no mês de abril, conforme informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (24). O valor representa uma queda em relação a março, quando a despesa líquida foi de R$ 118,86 bilhões.
No detalhamento, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e BC) foi responsável por R$ 76,17 bilhões do gasto total em juros. Os governos regionais desembolsaram R$ 7,97 bilhões, enquanto as empresas estatais receberam despesas de R$ 629 milhões.
Entre janeiro e abril, a despesa acumulada do setor público com juros chegou a R$ 351,45 bilhões , o equivalente a 8,05% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses, o gasto atingiu R$ 1.096 trilhão , ou 8,43% do PIB.
Em 2025, o resultado do setor público com juros nominais foi negativo em R$ 1.008 trilhão , ultrapassando pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em despesas líquidas com juros no acumulados em 12 meses, segunda a série histórica do BC.
Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), em relação ao PIB, subiu de 80% (ajustado de 80,1%) em março para 80,4% em abril, de acordo com o Banco Central. Em valores nominais, a dívida aumentou de R$ 10.356 trilhões para R$ 10.443 trilhões .
O maior patamar da série histórica foi registrado em dezembro de 2020 (87,6%), impulsionado pelas medidas fiscais tributárias no início da pandemia de covid-19. O nível mais baixo foi em dezembro de 2013, quando a dívida bruta representava 51,5% do PIB.
Pelo seletivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 92,0% do PIB em março para 93,1% em abril, uma alta de 1,1 ponto percentual.
A DBGG — que inclui o governo federal, estadual e municipal, mas exclui o BC e empresas estatais — é referência para agências de classificação de risco avaliarem a capacidade de pagamento do país. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote.
Dívida Líquida do Setor Público (DLSP)
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais do Brasil, também aumentou: passou de 66,8% do PIB em março para 67,4% em abril, somando R$ 8,752 trilhões .
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