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Escassez de combustível deve persistir por meses, mesmo após reabertura de Ormuz

Especialista aponta que impactos logísticos e de distribuição manterão alta nos preços e risco de recessão mundial

26/05/2026
Escassez de combustível deve persistir por meses, mesmo após reabertura de Ormuz
Estreito de Ormuz bloqueado afeta abastecimento global de combustíveis e pressiona preços. - Foto: CC BY-SA 2.0 / Flickr / kees torn /

A escassez de gasolina, diesel e combustível para aviação no mercado mundial pode se prolongar por vários meses, mesmo com uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz. A avaliação é de Dmitry Kasatkin, sócio-gerente da Kasatkin Consulting, em entrevista à Sputnik.

Segundo Kasatkin, caso a passagem pelo estreito comece a ser normalizada a partir de junho, a fase mais crítica da falta de combustíveis pode ser superada até agosto.

No entanto, ele alerta que a pressão sobre os preços e as perturbações não adequadas, especialmente de querosene para aviação e diesel, devem persistir até o fim do ano.

"A escassez de gasolina, diesel e querosene para aviação persistirá por meses após a normalização da passagem pelo estreito de Ormuz, porque o problema foi além da disponibilidade física de petróleo: a logística, o suporte [...], cronogramas para o fornecimento de materiais-primas às refinarias e a distribuição de entregas de petróleo foram interrompidas", afirmou Kasatkin.

O especialista acrescenta que os consumidores de gás natural liquefeito e derivados de petróleo, principalmente querosene e diesel, também enfrentam dificuldades, não só pela produção limitada, mas pelas restrições no processamento e distribuição.

“Se o conflito se prolongar, certamente haverá restrições nas viagens aéreas. O efeito inflacionário desacelerará as economias e, como consequência, enfrentaremos uma recessão global, sendo provável uma crise econômica de grandes consequências”, concluiu.

A escalada do conflito no Oriente Médio resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para a disponibilidade de petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo Pérsico ao mercado internacional, impactando exportações e produção.

Por Sputnik Brasil