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Deolane se recusa a fornecer senha dos celulares à polícia
Advogada e influenciadora, presa por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC, não autorizou acesso aos aparelhos; Polícia afirma que conseguirá extrair os dados.
Deolane Bezerra dos Santos , advogada e influenciada digital, presa na quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix — investigação que a vincula a um esquema de lavagem de dinheiro do PCC —, se encontrou a fornecer as senhas de seus celulares, a descoberta em sua residência no condomínio Tamboré, na Grande São Paulo. Os policiais instalaram dois aparelhos, mas a influenciaram não autorizou o acesso.
A defesa de Deolane alega inocência. Ela já foi distribuída para a Penitenciária de Tupi Paulista, a cerca de 670 quilômetros da capital. O município fica próximo a Presidente Venceslau, base da Operação Vérnix, que desenvolveu um esquema milionário de lavagem de dinheiro do PCC por meio de uma transportadora de fachada, localizada ao lado da Penitenciária II.
Segundo o delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau, a recusa da influenciada em ceder as senhas não impedirá a Polícia Civil de acessar os dados e conversas de interesse para o inquérito. Os pesquisadores possuem técnicas para extrair informações arquivadas em aparelhos.
Deolane foi presa às 6h de quinta-feira, após retorno de viagem a Roma na quarta (20). Além dos celulares, a Operação Vérnix — força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça — apreendeu com a influenciada cerca de R$ 50 mil em dinheiro, joias, relógios e computadores.
A Polícia acredita que Deolane, indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, mantém “relações estreitas” com a cúpula do PCC. Ela teria articulado uma rede de 35 empresas de fachada, todas registradas no mesmo endereço, um conjunto habitacional modesto em Martinópolis, interior paulista.
Seis veículos de luxo, todos blindados, foram apreendidos na operação e estão sob custódia da Polícia em local não divulgado. Quatro dos carros estavam com Deolane; os outros dois, com Éverton de Souza, contador da influenciadora e apontado como "operador financeiro" do PCC.
Após passar por audiência de custódia na quinta-feira, a prisão de Deolane foi mantida. Ela será ouvida pela Polícia nos próximos dias, e suas declarações serão anexadas ao relatório final complementar elaborado pelos delegados Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, que servirão de base para eventual denúncia do Ministério Público.
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