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Deolane Bezerra é transferida para presídio no interior paulista

Justiça, Deolane Bezerra, PCC, Operação Vérniz

22/05/2026
Deolane Bezerra é transferida para presídio no interior paulista

A advogada e influenciada digital Deolane Bezerra foi concentrada na manhã desta sexta-feira (22) para um presídio no interior paulista.

Presa nesta quinta-feira na Operação Policial Vérnix, Deolane estava na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo, e saiu do local por volta das 5h da manhã.

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A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) divulgou que a influenciada digital deu entrada próximo ao meio dia na Penitenciária Feminina da cidade de Tupi Paulista, distante cerca de 667 km da capital paulista. Com capacidade para 714 detentas, atualmente a unidade abriga 873 presas.

A influenciadora foi presa ontem durante a Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília, também é alvo da operação.

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Deolane Bezerra foi presa em casa, uma pousada que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos em Barueri, na Grande São Paulo.

Segundo as investigações, um influenciador recebeu valores de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau, e fez a lavagem do dinheiro da organização criminosa.

Esta foi a segunda vez que a influenciou foi presa. Em setembro de 2024, a prisão dela foi determinada em desdobramentos da Operação Integração , que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

Procurada pela Agência Brasil , a defesa da influenciada ainda não se pronunciou sobre a transferência. Ontem, por meio de nota, os advogados alegaram que seu cliente é inocente.

“Por hora e com o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá operando técnico com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário”, escrevi.