Geral
Diretor do Fed defende manutenção dos juros no curto prazo até maior clareza sobre inflação
Christopher Waller destaca necessidade de cautela e monitora riscos de inflação acima da meta nos EUA.
O diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, afirmou nesta sexta-feira, 22, durante palestra na Frankfurt School of Finance & Management, que a manutenção dos juros no curto prazo é a postura mais adequada diante do atual cenário econômico dos Estados Unidos. Segundo Waller, a inflação continua sendo o principal fator a ser observado antes das próximas decisões de política monetária.
Ele ressaltou que não descarta a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros caso a inflação não apresente recuo em breve, especialmente se os indicadores de expectativas de inflação — alguns dos quais registraram alta recentemente — derem sinais de desancoragem.
Sobre possíveis cortes nos juros, o diretor do Fed enfatizou que só consideraria essa medida diante de uma melhora consistente nos índices de inflação ou de uma deterioração significativa no mercado de trabalho.
Waller alertou ainda para o fato de que a inflação permanece acima da meta de 2% “há muito tempo”, o que ele considera um risco para a estabilidade das expectativas futuras. “Embora eu não esteja prevendo isso e não acredite que seja provável, é um risco que não posso descartar e que devo considerar ao avaliar as decisões de política monetária”, afirmou, acrescentando que a inflação não está “na direção certa”.
Em relação ao mercado de trabalho, Waller avaliou que os dados recentes indicam estabilidade, com a taxa de desemprego em níveis relativamente baixos e estáveis.
Diante desse cenário, o diretor sugeriu a retirada do termo “viés de flexibilização” do comunicado de política monetária do Fed, para deixar claro que “um corte na taxa de juros não é mais provável no futuro do que um aumento”.
Apesar disso, Waller ponderou que isso não significa que o banco central americano deva elevar as taxas no curto prazo. Ele explicou que, embora o mercado de trabalho esteja mais estável, não há sinais de expansão robusta, e que uma elevação dos juros pode “causar danos”, já que a política monetária segue restritiva.
O diretor também observou que o impacto do recente choque do petróleo nos preços pode ser temporário. Caso esse efeito se dissipe, a elevação das taxas só começaria a produzir efeitos após a inflação iniciar trajetória de queda.
Mais lidas
-
1MACEIÓ
Servidores cobram JHC por caso Banco Master e perdas salariais
-
2TÊNIS INTERNACIONAL
Sinner pode quebrar dois recordes históricos se vencer Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
3INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Aeroporto de Penedo está pronto e aguarda autorização para primeiros voos, afirma Paulo Dantas
-
4CONFLITO FUNDIÁRIO
SSP/AL recebe vereador e representantes de grupo envolvido em disputa de terras em Palmeira dos Índios
-
5TÊNIS
Semifinal entre Sinner e Medvedev é cancelada por mau tempo em Roma