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Suspensão da China a frigoríficos brasileiros é temporária e preventiva, afirma Abiec

Medida afeta três unidades após identificação de resíduos proibidos; entidades trabalham para rápida normalização

22/05/2026
Suspensão da China a frigoríficos brasileiros é temporária e preventiva, afirma Abiec
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou, em nota, que a suspensão imposta pela China às importações de carne bovina de três frigoríficos brasileiros tem caráter temporário e preventivo. Segundo a entidade, a medida visa permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas e autoridades competentes.

"A Abiec acompanha, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a suspensão temporária de três unidades frigoríficas brasileiras pelas autoridades sanitárias da China, em função da identificação de resíduos em desacordo com os requisitos sanitários chineses. A medida tem caráter temporário e preventivo, com o objetivo de permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes", destacou a associação.

A entidade acrescentou que o tema está sendo tratado tecnicamente entre Brasil e China, buscando a rápida normalização da situação.

Na última quinta-feira (22), a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) desabilitou as importações das unidades da JBS S/A, de Pontes e Lacerda (MT, SIF 51), PrimaFoods, de Araguari (MG, SIF 177), e Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A (Frialto), de Matupá (MT, SIF 4490), após detectar resíduos de acetato de medroxiprogesterona nas cargas.

O acetato de medroxiprogesterona é um medicamento veterinário proibido na China.

A Abiec ressaltou que o Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente, com monitoramento contínuo em toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas identificadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países.

A associação reforçou a confiança no sistema sanitário brasileiro e destacou que os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente, garantindo o fluxo das exportações de carne bovina ao mercado chinês.

Atualmente, 63 frigoríficos brasileiros estão autorizados a exportar carne bovina para a China, principal destino da proteína nacional. Em 2023, os embarques somaram 1,7 milhão de toneladas, gerando US$ 8,8 bilhões.