Geral

Brasil precisa de mais sinergia com vizinhos para impulsionar exportações militares

Especialistas apontam que a integração política e operacional entre países da América Latina é fundamental para expandir as vendas de equipamentos militares brasileiros, como o C-390 da Embraer.

21/05/2026
Brasil precisa de mais sinergia com vizinhos para impulsionar exportações militares
Brasil busca fortalecer exportações militares, mas enfrenta desafios políticos na América Latina. - Foto: © telegram SputnikBrasil

Análise: O Brasil necessita de maior sinergia com seus vizinhos para alavancar as vendas de equipamentos militares. Em entrevista à Sputnik Brasil, especialistas destacam que produtos como o avião multimissão C-390, da Embraer, podem aproximar o país de outras nações latino-americanas. No entanto, divergências políticas ainda limitam o crescimento significativo do setor.

O analista de defesa Jorge Rodrigues ressalta que questões políticas e de capacidade operacional dificultam o sucesso de indústrias nacionais, como a Avibras, na América do Sul. Segundo ele, o Brasil não absorve plenamente a produção de suas empresas de defesa, o que obriga as companhias a buscar compradores no exterior.

Para Marcos Barbieri, especialista em indústria aeroespacial e de defesa, é essencial fortalecer a sinergia e garantir estabilidade política entre o Brasil e seus potenciais parceiros para concretizar mais negócios. "Produtos estratégicos de defesa têm grande importância e são utilizados por décadas. Por isso, há uma proximidade geopolítica entre países compradores e vendedores desses equipamentos", explica Barbieri.

Rodrigues destaca a confiança como elemento-chave para o avanço do setor de defesa brasileiro no continente. Ele defende que o Brasil deve apresentar suas capacidades militares aos vizinhos e ampliar a realização de exercícios conjuntos com tropas sul-americanas.

O analista também menciona a possibilidade de criação de uma Base Industrial de Defesa (BID) sul-americana, mas acredita que a polarização política e as pressões de países do Norte Global dificultam a consolidação de um projeto robusto na região.

Por Sputnik Brasil