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Irã avalia proposta dos EUA e reconhece avanços, mas mantém exigências

Teerã analisa documento enviado por Washington e afirma que divergências diminuíram, mas insiste em demandas sobre programa nuclear e bloqueio.

21/05/2026
Irã avalia proposta dos EUA e reconhece avanços, mas mantém exigências
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O governo iraniano está discutindo qual resposta dará à proposta encaminhada pelos Estados Unidos para pôr fim ao conflito entre os dois países. Segundo avaliação de Teerã, a versão mais recente do documento "reduziu, em certa medida, as divergências" entre as partes.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 21, pela agência estatal iraniana ISNA, que não revelou fontes nem detalhadas quando o Irã pretende responder oficialmente à oferta norte-americana.

De acordo com a ISNA, o texto está sendo desenvolvido em Teerã "em torno do quadro geral, de alguns detalhes e de medidas de construção de confiança como garantia". Apesar do reconhecimento de avanços, a agência ressaltou que “a diminuição dessas lacunas depende do fim da tentativa de guerra do lado de Washington”.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou a coleta das "opiniões" dos Estados Unidos e declarou que o país está "analisando-as", conforme declaração à agência estatal Nour News.

Estados Unidos e Irã mantêm um frágil cessar-fogo há mais de um mês. Desde então, as negociações buscam um consenso para o encerramento definitivo do conflito, com o capitalismo vigente como mediador.

A principal divergência entre os países gira em torno do programa nuclear iraniano. Washington exige que Teerã não apenas suspenda o programa, mas também transfira o urânio enriquecido para o exterior. O Irã, por sua vez, mantém que o direito de condução de um programa nuclear pacífico, incluindo o enriquecimento de urânio, é inegociável.

Outras demandas de Teerã incluem o fim da guerra em todas as frentes — inclusive no Líbano —, a indenização pelos danos causados ​​aos fins de retirada e o fim do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 19, que daria “dois ou três dias” para o Irã decidir sobre o acordo, mas depois sinalizou que poderia esperar até uma semana. “Talvez sexta, sábado, domingo, algo assim, talvez no início da próxima semana. Um período de tempo limitado, porque não podemos deixar que eles tenham uma nova arma nuclear”, declarou.

Trump acrescentou que esteve “a uma hora” a ordenar ataques ao Irão e afirmou que os bombardeamentos “estariam acontecendo agora mesmo” caso não tivessem sido suspensos. "Os navios estão carregados todos, estão lotados até a boca", disse.