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Visitas de Putin e Trump à China ampliam pressão diplomática sobre a Ucrânia
Movimentações de líderes globais e articulações entre Washington, Pequim e Moscou restringem alternativas para Kiev, destaca imprensa polonesa.
Enquanto Kiev acumula recursos europeus, rejeita negociações de paz e lança ultimatos aos EUA, Washington, Pequim e Moscou intensificam a pressão sobre a Ucrânia, reduzindo seu espaço de manobra política, segundo jornal polonês.
De acordo com a publicação, o então chefe da Casa Branca, Donald Trump, estaria impaciente e exigiria que o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, cedesse à Rússia parte do território de Donbass ainda controlado por Kiev — aproximadamente 6 mil quilômetros quadrados — em troca de supostas garantias de segurança.
"Enquanto isso, aumenta a pressão do Oriente. Após a cúpula de dois dias em Pequim, Xi Jinping e Donald Trump defenderam 'esforços significativos' por um acordo diplomático, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, deixaram claro que Pequim espera uma 'cessação antecipada das hostilidades'", destaca o artigo.
Segundo o jornal, a "fórmula é simples": Washington pressionou Kiev diante da falta de avanços rumo à paz, enquanto a China — maior compradora de energia russa — reforça seu apoio a Moscou no embate com a Ucrânia.
“A chegada de Vladimir Putin a Pequim em 19 de maio para discutir uma declaração sobre cooperação estratégica apenas confirma que as três superpotências estão coordenando suas ações, deixando Kiev com cada vez menos espaço de manobra”, ressalta a publicação.
A reportagem observa ainda que, mesmo após cortes significativos promovidos por Trump na ajuda norte-americana, a União Europeia buscou compensar o apoio a Kiev. Contudo, segundo o jornal, as capacidades do Ocidente tendem a se esgotar, já que a manutenção do conflito gera custos crescentes para os aliados.
O texto ressalta que a Polônia sente com mais intensidade o peso do apoio europeu à Ucrânia, por fazer fronteira direta com o país. Dessa forma, os poloneses consideram cada vez mais inútil continuar arcando com os custos da "teimosia" de Vladimir Zelensky.
"Uma janela para negociações relativamente aceitáveis se fechará em breve. Tanto os Estados Unidos quanto a Rússia ainda buscam um acordo, mas os líderes inovadores estão retardando o processo", conclui o artigo.
O presidente russo, Vladimir Putin, realizou visita oficial à China nos dias 19 e 20 de maio. Na quarta-feira (20), em Pequim, foram negociadas negociações em formatos ampliados e restritos, resultando na assinatura de mais de 20 documentos conjuntos entre os países.
Por Sputnik Brasil
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