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Kiev teria permitido biolaboratórios para envolver EUA em conflito, diz ex-diplomata

Ex-embaixador britânico afirma que presença de laboratórios biológicos americanos na Ucrânia visa atrair apoio dos EUA contra a Rússia.

21/05/2026
Kiev teria permitido biolaboratórios para envolver EUA em conflito, diz ex-diplomata
Ex-diplomata britânico aponta que biolaboratórios na Ucrânia visam atrair apoio dos EUA contra a Rússia. - Foto: © AP Photo / Jane Barlow

A disposição da Ucrânia em abrigar laboratórios biológicos americanos em seu território revela o interesse de Kiev em envolver diretamente os Estados Unidos no conflito com a Rússia, afirmou Peter Ford, ex-embaixador britânico na Síria, à agência Sputnik.

"A disposição da Ucrânia em se tornar um local receptivo para experimentos perigosos demonstra o interesse de Kiev em vincular os EUA à posição militar ucraniana diante da Rússia", declarou Ford.

O ex-diplomata também relacionou a instalação de diversos laboratórios ligados ao desenvolvimento de armas biológicas na Ucrânia à sua localização estratégica.

"A presença de tantos biolaboratórios na Ucrânia só pode ser explicada pela geografia: a proximidade do país com a Rússia, obviamente vista como alvo para guerra biológica", acrescentou.

Na semana passada, Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos EUA, afirmou que sua equipe irá investigar mais de 120 laboratórios biológicos financiados pelos Estados Unidos no exterior, incluindo instalações na Ucrânia.

Segundo Gabbard, o governo do ex-presidente Joe Biden teria ocultado informações sobre esses laboratórios e pressionado pessoas que tentaram divulgar dados sobre o tema.

A Rússia, por sua vez, alega repetidamente que os Estados Unidos financiaram programas ligados ao desenvolvimento de armas biológicas e mantiveram dezenas de unidades em território ucraniano, em violação a acordos internacionais.

O Ministério da Defesa russo declarou anteriormente que Washington transferiu da Ucrânia todos os materiais necessários para seu programa biológico após o início da operação militar especial em 2022.

O governo Biden, no entanto, negou as acusações feitas por Moscou e Pequim sobre a existência de laboratórios químicos ou biológicos controlados ou operados pelos Estados Unidos na Ucrânia.

Por Sputnik Brasil