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'Ninguém foi condenado', diz filha de líder indígena assassinado há 43 anos e reconhecido como vítima da ditadura
Marçal foi morto em 1983 após denunciar expropriação de terras e perseguição política. Estado reconheceu crime, mas impunidade persiste.
'Ninguém foi condenado', afirma Edna Silva de Souza, filha do líder indígena Marçal, assassinado há 43 anos por fazendeiros e recentemente reconhecido pelo Estado brasileiro como vítima da ditadura militar.
Em 25 de novembro de 1983, Marçal foi morto com cinco tiros na porta de sua casa, na aldeia Campestre. Ele denunciava há anos a expropriação de terras indígenas e a perseguição do regime militar, ciente de que estava marcado para morrer.
Os acusados pelo crime foram a julgamento somente dez anos depois e acabaram absolvidos. Ninguém cumpriu pena pelo assassinato.
Em 2024, o Estado brasileiro reconheceu por unanimidade que Marçal foi vítima de perseguição política durante a ditadura. Edna, professora e historiadora, recebeu a notícia com surpresa, mas ressalta a impunidade que permanece sobre o caso.
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