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Flávio Dino relata ameaça de morte feita por funcionária de companhia aérea

Ministro do STF afirma ter sido alvo de ameaça em aeroporto de São Paulo; Fachin repudia o caso

18/05/2026
Flávio Dino relata ameaça de morte feita por funcionária de companhia aérea
Ministro Flávio Dino relata ter sido ameaçado por funcionária de companhia aérea em aeroporto de SP.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou em suas redes sociais ter sido ameaçado de morte por uma funcionária de companhia aérea. O episódio ocorreu na manhã desta segunda-feira (18), em um aeroporto de São Paulo.

Segundo Dino, a funcionária teria dito a um agente da polícia judicial que sentia "vontade de xingá-lo" e, em seguida, afirmou que "seria melhor matar do que xingar". Leia mais na Agência Brasil.

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“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, relatou Dino.

O ministro também fez um apelo para que as empresas promovam campanhas de educação cívica, especialmente às vésperas das eleições de outubro.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas, um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir”, completou.

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Fachin

Em nota à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, repudiou a ameaça sofrida por Dino e prestou solidariedade ao colega.

Fachin destacou que a divergência de ideias não pode abrir espaço para o ódio, a violência ou agressão pessoal.

“Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”, afirmou.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do ministro não forneceu detalhes sobre a ocorrência.