Geral
Focus: Mediana do IPCA para 2026 sobe para 4,92% e ultrapassa teto da meta de inflação
Projeção para o índice segue em alta, refletindo incertezas globais e pressionando expectativas do mercado acima do objetivo do Banco Central.
A mediana das projeções do relatório Focus para o IPCA de 2026 avançou pela décima semana seguinte , passando de 4,91% para 4,92% e se afastando ainda mais do teto da meta de inflação estipulada pelo Banco Central, de 4,50%. O aumento reflete o cenário de incerteza causado pela guerra no Oriente Médio, que impulsionou a alta dos preços do petróleo.
Considerando apenas as 53 estimativas mais recentes, atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 4,95% para 5,04%.
Para 2027, a mediana das expectativas do mercado permanece estável em 4,0% pela terceira semana consecutiva. Um mês atrás, estava em 3,99%. Se considerarmos apenas as 52 projeções mais atualizadas, houve alta de 3,90% para 4,0%.
Já para 2028, a mediana do Focus subiu de 3,64% para 3,65%, após estabilidade na divulgação anterior. Recentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) destacou a preocupação com o desancoramento das expectativas para esse horizonte, possivelmente refletindo os efeitos secundários do choque de oferta do petróleo.
"A duração do conflito até esse momento pode ter sido suficiente para materializar alguns riscos, sendo o mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028. Nesse contexto, o comitê reafirma seu compromisso no combate dos efeitos de segunda ordem do choque de oferta do petróleo e seus derivados, e serenidade para reunir mais informações ao longo do tempo, em cenário de incerteza elevada", afirmou o Copom.
Para 2029, a mediana das expectativas permanece em 3,50% há 37 semanas consecutivas.
A trajetória de inflação projetada pelo mercado continua acima das estimativas do Banco Central, mesmo após a revisão das projeções do Copom em abril.
Na ocasião, o colegiado elevou uma projeção para o IPCA de 2026 de 3,9% para 4,6%, e para o IPCA de 2027, horizonte relevante da política monetária, de 3,3% para 3,5%.
Desde 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, baseada no IPCA acumulado em 12 meses, com centro em 3% e tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso a inflação permaneça durante esse intervalo por seis meses consecutivos, considere que o Banco Central perdeu o alvo.
Mais lidas
-
1GREVE
PM usa bombas e gás para desocupar reitoria da USP; estudantes prometem ato unificado na segunda (11)
-
2MACEIÓ
Servidores cobram JHC por caso Banco Master e perdas salariais
-
3TÊNIS INTERNACIONAL
Sinner pode quebrar dois recordes históricos se vencer Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
4INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Aeroporto de Penedo está pronto e aguarda autorização para primeiros voos, afirma Paulo Dantas
-
5CONFLITO FUNDIÁRIO
SSP/AL recebe vereador e representantes de grupo envolvido em disputa de terras em Palmeira dos Índios