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Estudo revela onda de magma 'furtiva' que quase causou erupção nos Açores

Pesquisadores identificam deslocamento silencioso de magma sob São Jorge, evitando desastre graças a falha geológica

18/05/2026
Estudo revela onda de magma 'furtiva' que quase causou erupção nos Açores
Magma quase atinge a superfície de São Jorge, nos Açores, causando milhares de terremotos em 2022. - Foto: © AP Photo / Marco Di Marco

Uma grande quantidade de rocha derretida quase atingiu a superfície da ilha de São Jorge, nos Açores, desencadeando milhares de terremotos. Segundo estudo publicado na revista Nature Communications, o magma subiu de forma rápida e silenciosa, e a dignidade foi evitada devido à estrutura peculiar da falha tectônica local.

Na primavera de 2022, a ilha portuguesa foi abalada por milhares de tremores. Pesquisadores identificaram como causa um aumento oculto de magma vindo de mais de 20 km de profundidade, que parou a apenas 1,6 km da superfície.

Normalmente, as deslocações de magma são acompanhadas por abalos constantes, mas o caso nos Açores foi considerado único. Uma equipe internacional de geólogos constatou que uma rocha derretida subiu quase em silêncio, conforme relatado pelo ScienceDaily.

Utilizando uma rede de sismômetros terrestres e subaquáticos, além de dados de satélite, os cientistas descobriram que, em poucos dias, uma quantidade de magma equivalente a 32 mil piscinas olímpicas ascendeu pela crosta terrestre.

Imagens de satélite demonstraram elevação do solo em cerca de 6 centímetros sobre o vapor de água, confirmando a entrada do magma na crosta rasa sob a ilha. Apesar disso, o magma não chegou à superfície, resultando em uma "erupção falhada". O grande sistema de falhas do Pico de Carvão foi fundamental para evitar o desastre, funcionando como uma válvula: permitiu a subida rápida do magma e o escape seguro dos gases acumulados, aliviando a pressão e interrompendo a soberania.

Os resultados do estudo levaram os sismólogos a compensar os métodos de monitoramento vulcânico. O deslocamento rápido e silencioso de grandes volumes de magma exige sistemas de vigilância mais sofisticados e sensíveis em todo o mundo.

Por Sputnik Brasil