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Líder de Taiwan defende compra de armas dos EUA após declarações de Trump
Presidente Lai Ching-te afirma que apoio militar dos EUA é fundamental para a dissuasão de conflitos na região, após Trump sugerir revisão do auxílio à ilha.
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou neste domingo (17) que as compras de armas dos Estados Unidos representam “o mais importante elemento de dissuasão” contra conflitos e instabilidade regionais. A declaração ocorre após o ex-presidente norte-americano Donald Trump colocar em dúvida a continuidade do apoio militar à ilha, logo após uma visita à China.
Lai destacou que as vendas de armas norte-americanas para Taiwan e a cooperação de segurança entre os dois países não são apenas regidas por lei, mas também funcionam como catalisadores para a paz e a estabilidade regionais. “Agradecemos ao presidente Trump por seu apoio contínuo à paz e à estabilidade no Estreito de Taiwan desde seu primeiro mandato, incluindo o aumento contínuo na escala e no valor das vendas de armas para Taiwan”, afirmou o líder taiwanês em comunicado oficial.
A manifestação de Lai ocorre poucos dias após Trump levantar dúvidas sobre sua disposição de manter as vendas de armas para a ilha, que a China reivindica como província separatista e ameaça retomar pela força, se necessário.
Embora os EUA, como outros países com relações formais com a China, não reconheçam Taiwan como nação independente, Washington é o principal apoiador e fornecedor de armas da ilha. A legislação americana obriga o fornecimento de meios para que Taiwan possa se defender, e qualquer ameaça à ilha é considerada de extrema preocupação pelo governo dos EUA.
'Moeda de troca'
Em dezembro, Trump aprovou um pacote recorde de US$ 11 bilhões em armas para Taiwan, incluindo mísseis, drones, sistemas de artilharia e softwares militares. Entretanto, em entrevista à Fox News exibida na última sexta-feira (15), ao final de uma visita à China, Trump afirmou que ainda não autorizou um novo pacote de US$ 14 bilhões em armas e que a decisão “depende da China”. “É uma moeda de troca muito boa para nós, francamente”, declarou o ex-presidente. As declarações geraram preocupação em Taiwan, que tenta tranquilizar a população afirmando que a política oficial dos EUA em relação à ilha não mudou.
Lai reforçou que Taiwan não pretende provocar ou ampliar conflitos, mas também não abrirá mão de sua soberania, dignidade nacional e modo de vida democrático diante de pressões. Ele classificou a China como “a causa raiz” da instabilidade regional e acusou Pequim de tentar alterar o status quo.
China e Taiwan são governadas separadamente desde 1949, quando o Partido Comunista assumiu o poder em Pequim após uma guerra civil. As forças derrotadas do Partido Nacionalista refugiaram-se em Taiwan, que posteriormente fez a transição para uma democracia multipartidária.
Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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