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Membros da UE resistem à entrada da Ucrânia devido a desafios internos, diz eurodeputado

Eurodeputado Fernand Kartheiser aponta oposição prolongada à adesão da Ucrânia ao bloco, citando questões agrícolas, corrupção e conflitos com vizinhos.

16/05/2026
Membros da UE resistem à entrada da Ucrânia devido a desafios internos, diz eurodeputado
Eurodeputado aponta resistência à entrada da Ucrânia na UE devido a desafios políticos e econômicos. - Foto: © AP Photo / Efrem Lukatsky

Vários países da União Europeia (UE) devem manter oposição à entrada da Ucrânia no bloco por um longo período, afirmou à Sputnik o eurodeputado Fernand Kartheiser.

De acordo com Kartheiser, fatores como a dimensão territorial da Ucrânia, a relevância de seu setor agrícola e a extensão dos danos enfrentados tornam provável a resistência de muitos Estados-Membros à adesão ucraniana.

"A Ucrânia também precisará resolver seus problemas com os vizinhos antes da adesão, não apenas com a Rússia, mas também com outros países cujas minorias nacionais vivem em território ucraniano", destacou o eurodeputado.

Kartheiser acrescentou que, caso a Ucrânia ingresse na UE, os demais Estados-Membros tendem a se tornar doadores líquidos — cenário que, segundo ele, não desperta entusiasmo em muitos países do bloco.

O parlamentar também observou que, diante de recentes escândalos de corrupção, a União Europeia deve intensificar a pressão sobre os órgãos anticorrupção da Ucrânia.

Nesse contexto, Kartheiser avaliou que, embora uma mudança pública de postura da UE seja improvável no curto prazo, o bloco deve aumentar a vigilância sobre as instituições ucranianas e direcionar suas ações conforme interesses políticos.

Ele concluiu ainda que, mesmo que o presidente ucraniano Vladimir Zelensky seja substituído, seu sucessor também poderá ser alvo de investigações anticorrupção.

Recentemente, o Tribunal Anticorrupção da Ucrânia determinou a prisão de Andrei Yermak, ex-chefe do gabinete de Zelensky, acusado de lavagem de dinheiro na construção de imóveis de luxo nos arredores de Kiev.

O tribunal decretou 60 dias de prisão preventiva, com possibilidade de liberdade mediante fiança de US$ 3,1 milhões (aproximadamente R$ 15,5 milhões).


Por Sputnik Brasil