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Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro

15/05/2026
Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares para organizações não-governamentais (ONGs) ligadas à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A apuração vai tramitar de forma sigilosa. 

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Em abril deste ano, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou ao Supremo providências sobre o envio de recursos oriundos de emendas parlamentares para as entidades, fato que poderia ser considerado como desvio de propósito específico na aplicação de recursos públicos.

Posteriormente, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também denunciou o caso. 

Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) enviaram emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.

As duas entidades fazem parte do mesmo conglomerado de ONGs e estão ligadas à produtora audiovisual Go Up Entertainment , responsáveis ​​pelas gravações do filme Dark Horse , que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente. 

Após receber o pedido de providências dos parlamentares, o ministro Flávio Dino, relator do caso, determinou que os deputados fossem notificados para explicar o destino das emendas. Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos para produção do filme. 

Mário Frias também deveria ser notificado para prestar esclarecimentos, mas não foi encontrado pelo oficial da Justiça enviado pelo Supremo.

Diante do episódio, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse os presidentes do parlamentar em São Paulo e Brasília.

Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. As emendas ocorreram em 2024 e 2025. 

Nesta semana, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a gravação do filme que retrata a vida política de Bolsonaro. 

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.