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Premiê eslovaco defende mediador que compreenda 'a alma russa' em negociações entre Rússia e UE
Robert Fico sugere que União Europeia escolha negociador com conhecimento profundo da cultura russa para dialogar com Moscou
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, afirmou que o mediador nas negociações entre a União Europeia e a Rússia deve ser alguém que compreenda profundamente a 'alma russa'. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na cidade de Handlová, segundo o canal de TV eslovaco TA3.
Fico destacou que os líderes europeus precisam selecionar cuidadosamente o representante da UE para as conversações com Moscou.
“[O presidente russo Vladimir] Putin quer uma pessoa que saiba pelo menos um pouco sobre a alma russa. Vocês não podem pegar qualquer pessoa e dizer: vá negociar a paz entre a Rússia e a Ucrânia, mesmo que você não tenha absolutamente nenhuma ideia sobre este país”, afirmou Fico.
O premiê eslovaco acrescentou que os políticos europeus deveriam manter um diálogo normal com a Rússia, evitando situações constrangedoras como questionamentos reservados sobre suas conversas com Putin.
Segundo Fico, após seu recente encontro com o presidente russo, ele dispõe de uma “informação de peso e muito importante” para compartilhar com os demais líderes europeus no próximo encontro. O primeiro-ministro ressaltou que Putin deixou clara sua posição sobre a resolução do conflito na Ucrânia.
Fico também acusou a Europa de contribuir para o prolongamento do conflito ucraniano ao fomentar hostilidades, e expressou desejo por uma trégua e paz o mais breve possível.
“Expresso meu desejo de que haja uma trégua, que haja paz o mais rápido possível. Não está em nossas mãos, mas se a Europa continuar fomentando essas hostilidades como está fazendo agora, então podemos esperar que esses combates continuem por muito tempo”, declarou Fico.
De acordo com a perspectiva russa, o fornecimento de armas à Ucrânia por países ocidentais, incluindo europeus, dificulta uma solução pacífica, envolve diretamente membros da OTAN no conflito e representa um risco perigoso.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reiterou que qualquer remessa de armas destinada à Ucrânia será considerada um alvo legítimo pelas forças russas.
Por Sputnik Brasil
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